O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é, isoladamente, a doença que mais mata em Portugal. Em 2024 esteve na origem de 9.007 óbitos de residentes — 7,6% do total de mortes no país, mais do que as doenças isquémicas do coração, segundo os dados mais recentes do INE. Em média, cada óbito por doença cerebrovascular representa 9,9 anos potenciais de vida perdidos e mata mais mulheres do que homens: 78,7 óbitos masculinos por cada 100 femininos.
Porque é que os minutos a seguir aos primeiros sinais são decisivos
Reconhecer um AVC o mais cedo possível é decisivo: quanto mais rápido a pessoa é assistida, melhor tende a ser o desfecho. Em 2025, o INEM registou cerca de 26 pessoas por dia com sinais e sintomas de AVC. É por isso que campanhas como o Dia Mundial do AVC, assinalado em outubro, insistem em ensinar a reconhecer os sinais.
Os sinais de alerta que deve conhecer
Reconhecer um AVC não exige conhecimentos médicos – exige atenção a um conjunto de sinais simples, que podem surgir de forma súbita:
- Face: assimetria repentina no rosto, como a boca ou um dos lados da cara a “cair”, sobretudo ao sorrir;
- Braços: dificuldade súbita em levantar ou manter um dos braços elevado, ou perda de força num dos lados do corpo;
- Fala: discurso confuso, arrastado ou dificuldade em formar frases simples, mesmo que a pessoa pareça consciente;
- Tempo: perante qualquer um destes sinais, o tempo conta. Ligue de imediato para o 112.
Estes sinais podem surgir isolados ou em conjunto, e a rapidez com que a pessoa é assistida influencia diretamente o desfecho. Em caso de dúvida, a recomendação mantém-se: ligar para o 112 e não esperar para ver se os sintomas passam.
O papel do seguro de saúde com cobertura de doenças graves
Um seguro de saúde com cobertura de doenças graves tem um papel importante a partir do diagnóstico de um AVC: cobre exames, tratamento e reabilitação. É nesta fase que esta proteção faz a diferença.
O impacto financeiro não se limita a quem está perto da reforma. Segundo a associação Portugal AVC, cerca de 30% dos AVC em Portugal afetam pessoas em idade ativa.
O AVC está tipicamente incluído na cobertura de doenças graves, ao lado de patologias como o cancro ou o enfarte do miocárdio. Importa, no entanto, ter presente que as doenças cobertas, os critérios de ativação e as exclusões variam de apólice para apólice. Antes de contratar um seguro de saúde, vale a pena confirmar todos estes pontos com um especialista.
Este seguro não reduz o risco de ter um AVC nem influencia o prognóstico clínico. O que faz é diferente: ajuda a suportar os custos do diagnóstico, do tratamento e da reabilitação, numa fase em que o orçamento familiar também é posto à prova.
Como o Doutor Finanças ajuda
Escolher um seguro de saúde com cobertura de doenças graves implica perceber, com clareza, o que cada apólice cobre e em que condições. É aqui que o acompanhamento especializado faz a diferença.
● Analisamos as suas necessidades e objetivos;
● Explicamos, de forma simples, o que cada apólice cobre e o que exclui;
● Esclarecemos dúvidas sobre carências, pré-existências e condições de ativação;
● Negociamos com várias seguradoras para encontrar as melhores condições para si;
● Acompanhamos todo o processo de contratação, sem custos para si.
O nosso papel não é substituir aconselhamento médico, nem prometer o que um seguro não pode garantir. É ajudar a perceber, com transparência, se e como uma cobertura de doenças graves se ajusta às suas necessidades e objetivos.
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Perguntas frequentes
Segundo o INEM, os sinais mais comuns incluem assimetria facial súbita, perda de força num dos braços e dificuldade em falar. Perante qualquer um destes sinais, deve ligar de imediato para o 112.
Não. Um seguro de saúde não influencia o risco de ocorrência de um AVC nem o seu prognóstico clínico. O que pode oferecer é apoio financeiro na fase seguinte ao diagnóstico, consoante as condições definidas em cada apólice.
O AVC está, em regra, entre as patologias mais comummente cobertas pelas apólices de doenças graves, juntamente com o cancro e o enfarte do miocárdio. No entanto, a lista de doenças abrangidas, os critérios clínicos de ativação e as exclusões variam entre seguradoras, pelo que devem ser confirmados antes da contratação.
As condições de ativação dependem de cada apólice e podem estar sujeitas a critérios clínicos específicos, incluindo a confirmação de determinadas sequelas. Recomenda-se confirmar estas condições junto de um especialista antes de contratar.
Sim. Os nossos especialistas analisam o seu perfil, esclarecem dúvidas sobre coberturas e condições, e comparam propostas de várias seguradoras, sem custos para o cliente.
