Quando pede um financiamento, este passa por várias fases até conseguir obter o valor pretendido. E, dependendo da finalidade e do valor do empréstimo, entre a simulação e a aprovação do crédito podem passar alguns meses. Por isso, é importante perceber as diferentes fases do processo e o que é que as distingue. Isto porque pode ser levado a pensar que as condições apresentadas inicialmente são aquelas que ficam vinculadas contratualmente. E, na maioria dos casos, isto não acontece.
Para perceber o porquê, de seguida, explicamos as principais diferenças entre uma simulação e aprovação de crédito.
Simulação de crédito: O que é e para que serve?
Uma simulação de crédito é uma forma de obter uma projeção de quanto pode vir a pagar por um determinado financiamento. É o primeiro “piscar de luz” sobre o valor da prestação, mas ainda não é a luz verde do banco. Ou seja, quando pensa em pedir um empréstimo, é normal que recorra a instituições de crédito (de forma presencial ou através de simuladores online) para saber quanto pagaria por mês se tivesse um determinado montante de financiamento.
No entanto, uma simulação de crédito é feita com dados base, como montante do financiamento, prazo do contrato, uma taxa de juro que não tem em conta vários fatores (é utilizada uma taxa de juro padrão) e idade dos titulares de crédito. Já se for um crédito habitação, a simulação pede ainda o valor de aquisição do imóvel e o valor a financiar, uma vez que, no mínimo, tem de ter 10% a 20% do valor de aquisição ou da avaliação (o mais baixo) em capitais próprios.
Embora pareçam dados relevantes para o banco poder avançar com a aprovação do seu crédito, estes não são suficientes.
Para o processo de crédito avançar, o banco precisa de outros dados e documentos para verificar o nível de risco do financiamento. Por isso, só mais tarde é que a instituição analisa a sua taxa de esforço, entre outros dados relevantes como rendimentos reais do seu agregado familiar e situação profissional. E, nesta fase, as condições apresentadas podem mudar significativamente.
Esta é a primeira etapa de um pedido de crédito. Logo, deve fazer várias simulações em diferentes instituições para ter uma ideia geral das condições e campanhas disponíveis no momento. Através de uma simulação consegue ter um primeiro contacto com as taxas de juro aplicadas a um crédito, como a Taxa Anual Nominal (TAN) que engloba o spread e o indexante do seu crédito, e MTIC e TAEG, que revelam o custo total do seu empréstimo (valor das prestações mensais, juros, seguros associados, comissões e outras despesas relativas ao seu crédito).
Contudo, não se esqueça que os dados apresentados na simulação são apenas uma referência do que pode vir a pagar pelo seu crédito. Nenhum banco é obrigado a manter as condições apresentadas numa simulação.
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