Dica do Doutor

Verifique as taxas de usura para saber quanto vai pagar de juros

Rui Cunha Santos Rui Cunha Santos , 18 Abril 2019

Estamos atentos às notícias de que o crédito ao consumo está a subir em Portugal. A Dica do Doutor explica porque deve estar atento às taxas de usura.

Vários são os jornais que durante várias semanas mostram-nos que o crédito ao consumo das famílias aumentou. Depois de uma dura crise económica e financeira, com taxas de desemprego acima da média, o rendimento disponível das famílias era muito menor. 

Após o fim da crise e um melhoramento da economia, vê-se também uma maior predisposição para o crédito, pois existe mais liquidez das famílias e dos bancos, pelo que há alta probabilidade de os créditos serem pagos.

Contudo, também não podemos ignorar a realidade dos bancos, pois a taxa de usura subiu do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre de 2019. 

Com a taxa de usura a subir, a Dica do Doutor aconselha a rever os seus créditos e a consolidá-los para proteger a liquidez do agregado familiar. 

A taxa de usura é o valor máximo de juro que bancos e financeiras podem cobrar ao cliente. Estas taxas são definidas pelo Banco de Portugal trimestralmente para todos os tipos de créditos (créditos pessoais, créditos ao consumo, créditos automóvel, cartões de crédito, linha de crédito, etc).

Ao olharmos para os dados divulgados nos últimos dois trimestres (último de 2018 e primeiro de 2019), notamos uma subida nas taxas de usura. 

No último trimestre de 2018, a taxa para cartão de crédito era 15,3% e para outros créditos pessoais 15,2% (nestes créditos pessoais, exclui-se educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos.) 

No primeiro trimestre de 2019, as taxas subiram, mostrando que os bancos e financeiras podem cobrar mais por créditos realizados naquele período. As taxas para cartão de crédito eram de 16,6% (um aumento de mais de 1%) e para outros créditos pessoais era de 13.9%.

Para o segundo trimestre de 2019 (dados lançados no dia 13 de março, no portal do Banco de Portugal), as taxas de usura desceram apenas alguns pontos percentuais. 

Desta forma sugerimos às famílias que estejam atentos a estas flutuações da taxa de usura, uma vez que terá impacto nos créditos feitos. 

Com a maior concessão de crédito e a subida da liquidez das famílias, é expectável que as taxas de usura subam mais, como sinal de uma economia forte e a crescer.

Se há maior capacidade de pagamento, as taxas aumentam e podem assistir a campanhas mais agressivas de angariação de novos clientes e promoção de mais créditos. A maior probabilidade de crédito na economia, sem o devido cuidado, pode levar muitas famílias a contrair crédito e não poderem pagar os mesmos no futuro, subindo assim a taxa de endividamento e um possível abrandamento do crescimento económico.

A Dica do Doutor aconselha as famílias a estarem atentas à subida ou descida das taxas máximas aplicáveis aos contratos de crédito.

Esta é a forma de perceber se é um momento mais ou menos favorável para contrair um crédito, tendo em conta a capacidade de pagar o mesmo e sabendo que uma alternativa é poupar o valor em questão e fazer uma compra a pronto, pois evita pagar juros sobre a compra.

Se quer reduzir as suas despesas para poder ter uma maior poupança mensal, contacte-nos.

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