Homem a jogar no smartphone

A grande maioria dos portugueses não acede a plataformas de jogos e apostas online. Mas, entre os que o fazem, há quem gaste com este entretenimento mais de 250 euros, em média, por mês.

A conclusão consta do Barómetro de Literacia Financeira Digital, realizado pelo Doutor Finanças em parceria com a Católica-Lisbon, com o objetivo de avaliar o grau de utilização, confiança e segurança dos portugueses na gestão digital do dinheiro, bem como os hábitos, comportamentos e desafios associados ao acesso a serviços financeiros digitais.

86% não utilizam plataformas de jogos e apostas online

Neste estudo, a maioria dos inquiridos (86%) afirmou não ter usado plataformas de jogos e apostas online nos últimos três meses.

Isto apesar de estarem registados 4,9 milhões de pessoas em jogos online, dos quais um quarto (1,2 milhões) realizou pelo menos uma aposta no segundo trimestre deste ano, segundo o mais recente relatório do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos.

Entre os inquiridos que reconheceram ter utilizado este tipo de plataformas, 9% fizeram compras em jogos (como skins, moedas, etc.), 7% acederam a jogos online que envolvem dinheiro ou compras dentro da app, 6% fizeram apostas online (desporto, casino, etc.) e 3% utilizaram plataformas de gaming com trading.

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5% dos utilizadores gastam mais de 250 euros por mês

O 4º barómetro do Doutor Finanças mostra ainda que uma parte dos utilizadores destas plataformas online já se excedeu nos gastos com este tipo de entretenimento: enquanto 80% dos respondentes dizem que o dinheiro despendido nunca foi além do previsto, 16% confessam que já gastaram mais do que pretendiam inicialmente com jogos ou apostas.

A grande maioria dos inquiridos diz gastar menos de 20 euros mensalmente em jogos ou apostas online. 15% despendem mais de 50 euros – 6% entre 51 euros e 100 euros; 4% entre 101 euros e 250 euros e 5% mais de 250 euros.

Ficha técnica: Este inquérito foi realizado pelo Centro de Estudos Aplicados (CEA) da Universidade Católica Portuguesa em colaboração com o Doutor Finanças, entre os dias 13 e 23 de julho de 2026. O universo-alvo é composto por indivíduos com 18 ou mais anos residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir de uma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. A margem de erro máximo associada a uma amostra aleatória de 700 inquiridos é de 4%, com um nível de confiança de 95%.

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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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