Poupança

Contas poupança: 4 fatores a ter em conta para rentabilizar o seu dinheiro

Apresentamos-lhe quatro fatores a ter em conta para poder escolher a sua conta poupança.

Rui Bairrada Rui Bairrada , 26 Novembro 2015

A queda forte das taxas de juro tem uma consequência negativa nas famílias que querem aplicar as suas poupanças em contas sem risco. Sendo claro que todos queremos mais rentabilidade para o mesmo nível de risco. Neste contexto, os bancos estão a criar novos produtos e aplicações financeiras que chegam a ser confusas (algumas geraram mesmo alguns problemas sérios a muitas famílias portuguesas). Por isso, deve ter em conta o seguinte:

1. Como funciona a sua conta poupança?

Dizem-nos as regras de prudência que deveremos aplicar o nosso dinheiro em produtos que conhecemos. Se não sabemos o que determina o valor do investimento não devemos investir.

Podemos investir, é claro, mas aí estamos a entrar na lógica da sorte e do azar e a sair da lógica do investimento. Uma ideia que poderá funcionar consiste em saber explicar o funcionamento do investimento em 1-2 minutos, no máximo. Se não o conseguir fazer, não invista pois com grande probabilidade irá perder o seu dinheiro.

Mealheiro vermelho, notas e uma calculadora

Leia ainda: Contas bancárias: Conheça os diferentes tipos de conta

2. O passado não é garantia de futuro

Muitas pessoas escolhem os seus investimentos com base na evolução passada, entrando-se aqui na lógica da euforia e da depressão. Assim, se os investimentos têm dado dinheiro tendem a atrair pessoas. Por seu turno, quando os ativos perdem dinheiro temos logo os investidores a desconsiderar esses produtos como boas alternativas de investimento.

Este alerta é particularmente importante quando é confrontado com os argumentos comerciais do seu gestor de conta. Pergunte sempre pelas variáveis que farão o investimento ganhar dinheiro e quais os riscos associados. Se lhe tentarem vender um produto que vai ter bons níveis de retorno e sem risco (as dicas que todos querem receber) deve levantar-se e ir embora.

3. Cuidado com os produtos estruturados

Muitos bancos estão-se a voltar para a comercialização de produtos estruturados pelos bons níveis de comissionamento. Isto não quer dizer que os produtos não sejam interessantes para os clientes e que não se enquadrem bem numa carteira diversificada.

No entanto, significa que o ímpeto comercial do seu gestor de conta possa leva-lo a recomendar produtos que não sejam adequados ao cliente. Assim, recorde-se da primeira regra: se não conhece o funcionamento não compre pois poderá perder dinheiro.

4. Atenção aos produtos associados

Por vezes, as contas poupança têm associados produtos como fundos de investimento ou seguros. Por exemplo, é comum serem comercializados depósitos a prazo com fundos de investimento. Nesta situação, muitos investidores acabam por comprar produtos que não são interessantes mas que são vendidos na base de estratégias de marketing muito fortes (como taxas de juro muito elevadas mas que apenas são aplicadas durante 3 meses).

Queremos que conclua que nos dias que correm a tentação para a “inovação financeira” por parte dos bancos pode implicar que seja levado a tomar más decisões de investimento. Nunca se esqueça que a grande regra nos investimentos consiste em não perder dinheiro. Procure a consistência nos resultados e beneficie do efeito dos juros compostos no seu retorno.

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