Finanças pessoais

Quer eliminar as suas dívidas? Saiba os erros que não deve cometer

Eliminar por completo as suas dívidas não é tarefa fácil, mas não é impossível. Fique a conhecer alguns erros a evitar nesse processo.

Finanças pessoais

Quer eliminar as suas dívidas? Saiba os erros que não deve cometer

Eliminar por completo as suas dívidas não é tarefa fácil, mas não é impossível. Fique a conhecer alguns erros a evitar nesse processo.

Atualmente, cerca de 70% das famílias portuguesas têm dificuldades em pagar as suas contas do dia a dia. Isto leva a que, muitas vezes, estas pessoas tenham que recorrer a créditos para pagar alguma emergência ou até mesmo para situações de perdas de rendimentos.

Por essa razão, as dívidas vão-se acumulando e torna-se cada vez mais difícil reduzi-las. Se está neste momento a tentar eliminar os créditos da sua vida, fique a conhecer alguns erros que não deve cometer.

1. Não construir o seu fundo de emergência

Construir um fundo de emergência à medida que paga as suas dívidas é uma boa estratégia. Se não tiver qualquer fundo de emergência, qualquer situação inesperada pode levá-lo a cometer más decisões financeiras. Por essa razão, construir o seu fundo de emergência deve ser uma das suas prioridades.

Dependendo da sua situação financeira, a quantidade de dinheiro que consegue poupar pode ser reduzida. No entanto, qualquer poupança é bem-vinda. Idealmente, no seu fundo de emergência deve ter dinheiro suficiente que cubra, pelo menos, 6 meses de despesas.

Se ainda não começou a contribuir para este fundo de maneio, então, comece com uma quantia pequena. Mesmo que sejam apenas 20 euros, ao final de 6 meses já consegue ter dinheiro para uma pequena emergência.

Reduzir as suas dívidas rapidamente e, mesmo assim, ainda conseguir poupar não é tarefa fácil. Por isso, não deve comprometer todos os outros aspetos financeiros. Caso contrário, este desequilíbrio pode colocá-lo numa situação ainda pior do que aquela em que se encontra.

Leia ainda: Ter uma poupança além do fundo de emergência, faz sentido?

2. Não aumentar os seus rendimentos

Aumentar os seus rendimentos pode ser o caminho a seguir. Os seus rendimentos podem não ser suficientes à medida que faz um esforço para reduzir as suas dívidas.

Por essa razão, uma boa forma de minimizar esta "dor inicial" é através de um trabalho extra. No entanto, isto não significa que tudo são rosas. Terá de trabalhar mais, mas se não deseja comprometer o seu estilo de vida enquanto paga os seus créditos, então esta é a alternativa mais viável para chegar a bom porto.

Além disso, mesmo após pagar os seus créditos, ter um rendimento superior não só lhe traz outras possibilidades, como também cria uma resistência perante adversidades.

Leia ainda: Pronto para a subida de preços? 22 dicas para aumentar rendimentos

3. Só pensar em abater as dívidas

Ver os frutos do seu empenho e as suas dívidas a reduzir gradualmente traz um sentimento de satisfação. Ao ganhar uma maior estabilidade financeira, acaba por ter mais motivação para continuar a trabalhar neste processo.

No entanto, deve lembrar-se que a redução das suas dívidas não é um sprint, mas sim uma maratona. Isto quer dizer que, embora queira "livrar-se" dos créditos o mais rápido possível, não deve descurar as suas despesas essenciais.

Deve começar por amortizar os créditos com os juros mais altos, como os cartões de crédito. Assim, em vez de tentar amortizar uma grande quantia de dinheiro num crédito em que os juros são baixos, consegue abater um crédito de cada vez.

Leia ainda: Tem dívidas em cartões de crédito? 7 dicas para recuperar a estabilidade

4. Não pedir ajuda para reduzir as suas dívidas

Partilhar um assunto delicado, como a questão de possíveis dívidas, muitas vezes não é fácil. Por essa razão, várias pessoas preferem resolver este assunto sozinhas. No entanto, existem inúmeras vantagens em partilhar estas dificuldades. Pode conseguir ajuda e orientação.

Apesar de se tratar de um assunto desconfortável, nomeadamente para quem se encontra nessa situação, ter alguém com quem falar vale ouro. Além disso, se não se sentir confortável em discutir estes assuntos com pessoas próximas, pode sempre recorrer a profissionais, que o ajudem a reduzir as suas dívidas, como o Doutor Finanças.

Existem várias opções para aliviar o peso dos créditos. Renegociar com os bancos, optar pelo crédito consolidado, definição de um orçamento consoante as suas despesas e rendimentos, entre outros. Não precisa de passar por este processo sozinho.

Leia ainda: Devo poupar ou gastar o meu dinheiro extra? Aspetos a considerar

5. Perpetuar mesmos hábitos

Reduzir qualquer dívida requer empenho e, sobretudo, disciplina no que toca ao controlo das suas despesas. Isto quer dizer que, se os seus hábitos de consumo continuarem a ser os mesmos, o mais certo é que dificilmente consiga eliminar as suas dívidas por completo. São estes hábitos que tornam todo o processo desafiante.

Evite os locais que mais visita e que lhe "assaltam" a carteira.

Se tem gosto em jantar fora, opte por fazer as refeições em casa com a família. Só neste pequeno exemplo, pode poupar dezenas ou centenas de euros. Se jantar duas vezes por semana fora e gastar uma média de 25 euros por jantar, são 100 euros só em refeições fora. Isto, sem contar com quaisquer cafés ou outros pequenos lanches em confeitarias. Tudo junto faz a diferença.

Leia ainda: 9 hábitos que o impedem de poupar

6. Não perceber a razão que o levou a ter dívidas

Reduzir as suas dívidas é um bom princípio, mas perceber a razão pela qual se encontra nessa situação também é importante. Caso contrário, é possível que volte a acontecer-lhe o mesmo.

Existem diversas razões, desde fatores familiares, situações inesperadas de desemprego, viver acima das possibilidades, entre outras. Sejam quais forem as razões, o importante é que saiba identificá-las, para não só combater a situação atual de forma mais eficaz, mas também para evitar problemas semelhantes no futuro.

Leia ainda: 5 formas de ter mais liquidez para amortizar as suas dívidas

7. Não definir corretamente um orçamento

Se nunca fez um orçamento na vida, então está na altura de o fazer. Embora não seja a tarefa mais agradável do mundo, é uma das que tem mais efeitos positivos na sua carteira. Em primeiro lugar, ao definir um orçamento irá necessitar de recolher informação sobre todas as suas despesas e rendimentos. Depois, deve organizar as suas despesas por categorias, tais como: alimentação, saúde, educação, entretenimento, entre outras.

Após ter uma ideia concreta de quanto gasta, deve analisar as despesas desnecessárias em cada categoria. Compras por impulso, muitas refeições no restaurante, entre outros custos devem fazer parte da sua "lista negra" que lhe "rouba" dinheiro todos os meses.

Se estiver no momento a tentar eliminar as dívidas da sua vida, um orçamento é quase um requisito obrigatório para ter sucesso. Além de saber quanto e onde gasta o seu dinheiro, o que deve cortar nas suas despesas e o que deve manter, um orçamento ajuda-o a redefinir os seus hábitos de consumo.

Leia ainda: Devo alterar o orçamento em 2022? O que considerar nas suas contas

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