Optar, ou não, pelo englobamento de certos rendimentos pode fazer diferença no IRS a pagar ou a receber. Essa escolha não é automática e depende, sobretudo, do nível de rendimentos e da situação fiscal de cada agregado.
Saiba em que consiste o englobamento de rendimentos no IRS e como avaliar se compensa optar por esta forma de tributação, quando entregar a sua declaração de IRS.
O que é o englobamento de rendimentos?
O englobamento no IRS consiste em juntar determinados rendimentos – como juros, dividendos ou rendas – aos restantes rendimentos (como salários ou pensões), sujeitando-os às taxas progressivas de IRS.
Sem englobamento, muitos destes rendimentos são tributados de forma autónoma, através de taxas liberatórias. O exemplo mais comum é a taxa de 28%.
Assim, ao englobar determinados rendimentos, o contribuinte abdica da tributação autónoma e esses valores passam a ser tributados de acordo com as taxas progressivas de IRS. Estas variam em função do rendimento global, e, em 2026, situam-se entre 12,5% e 48%.
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