Neste artigo encontrará duas (grandes) dicas de uma mãe de quatro que, embora tenho filhos pequenos, já está a preparar e a assegurar o futuro financeiro de cada um.

31 anos. Casada, mãe de 4.
Desafios diários: viver a vida alegre (independentemente das horas dormidas!), encaixar a rotina em 24 horas e provar que tudo é possível… incluindo poupar numa família de 6 nos dias que correm!

Ser pai é isto mesmo. Viver preocupado.
Com a cabeça a mil no presente e no futuro.
Porque comem, porque não comem. Porque têm más notas, porque têm boas mas conseguiam ter melhores. Porque crescem e não conseguimos travar, apesar da vontade.

E um dia acordamos (ou só piscamos os olhos mesmo) e eles são maiores de idade. E precisam e querem tirar a carta de condução. E vão para a faculdade.
E piscamos os olhos outra vez e saíram de casa.

E nós, bons pais preocupados, queremos garantir que conseguimos ajudá-los em cada fase. Em tudo.., incluindo financeiramente.
Temos gosto em poder pagar-lhes a carta de condução e as propinas. Ou em pagar-lhes um casamento ou dar uma ajuda numa casa.

Porque o nosso papel de pais é isso: libertá-los dos fardos desta vida. E que fardo são estas despesas… bem sabemos!

Mas eles ainda são crianças e o futuro está longe.. até que acordamos já no futuro e olhamos para trás a pensar no que poderia ter sido feito para nos libertar das despesas que agora surgem e para as quais nos esquecemos de precaver.

Somos obrigados a pensar isto e ainda bem! É aqui que surgem as soluções.

Pensei em duas opções que acho que podem ajudar:

1. Contas-Poupança individuais

Não falo em ajudas para uma casa, mas as despesas que vão surgindo com a maioridade, podemos precaver algumas.
Tendo hipótese, pode ser estipulada uma “mesada” para cada filho e ir canalizando o valor que for decidido para cada conta, desde que nascem. Ou desde que se lembrem, nunca é tarde para começar!
Suponhamos um valor de €10/mês: o seu filho irá chegar aos 18 anos com €2.160,00 na conta. Não é muito, mas um quarto deste valor dá para pagar uma carta de condução e o resto será certamente uma boa ajuda nos estudos.

Em vez duma mesada que saia directamente do orçamento familiar, pode ser considerado também o abono de família para este efeito. Assim não tem de pensar num valor, correndo o risco de ser injusto. O problema fica resolvido: irá pagar ao seu filho aquilo que o Estado lhe paga para ele.

É importante não esquecer que os seus filhos não precisam de saber desta conta! Já se sabe que aos 18 vão estar naquela idade em que acham que toda a gente lhes deve e ninguém lhes paga e vão levar isto no sentido literal se souberem que têm uma conta criada para eles e não vão ver a cor do dinheiro. Porque vão surgir viagens muito mais importantes e saídas à noite em que só um bocadinho desse dinheiro “também não ia fazer diferença nenhuma”.

2. Conta-Poupança família

Outra boa hipótese é apenas criar um “Fundo da Família” em que nada é de ninguém, é tudo de todos!

Aqui pode ser adoptado o mesmo esquema: ou canalizamos para esta conta determinado valor por mês (independentemente do número de filhos, apenas dentro das nossas possibilidades) ou direccionamos os abonos.

Neste caso, podemos recorrer a esta conta quando as necessidades começarem a surgir, sem ter de ter em consideração a quem se destina.
Vai-se gerindo conforme as prioridades. Claro que convém ter mais ou menos definido o destino do dinheiro já que podemos cair no erro de considerar tudo prioritário quando o primeiro ou segundo filho se vêem nas situações e acabar por não deixar para os outros quando lá chegarem.
Não vamos querer pagar daqui o Erasmus do primeiro filho e não conseguir garantir nem as propinas de quem vem a seguir!

A nossa ideia, mais uma vez, é que os pais tenham a gestão deste “fundo”. Os filhos não precisam de saber.

Garanto que as prioridades deles quando puderem passar a ter acesso à conta vão garantidamente no sentido oposto às nossas. Por isso, mais vale não terem acesso! Nem saberem sequer.
Quão manipuladores podem eles vir a ser? Não sei, mas também não vai ser através de contas nem de dinheiro que quero ter a resposta. Demasiado arriscado!

Felizmente, nós é que mandamos. Façamos usufruto deste estatuto!

Conclusão

Estas não são as únicas soluções, mas são dicas que – embora não tenha ainda lá chegado para tirar a limpo – acredito que nos vão ajudar em casa.
Sou mãe de quatro e penso nestas coisas. Preocupam-me estas coisas, preocupa-me o futuro.
Podia ser mãe de um… estamos todos no mesmo barco!

Siga o caminho que seguir no que diz respeito ao futuro dos seus filhos, não se esqueça: a ideia aqui é libertar os pais! Não nos deixar desamparados quando chegar o futuro!
Os filhos – como em tudo na vida – vão ser só os principais beneficiados!

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