Como é do conhecimento geral, foi publicada a lei que regula o pagamento de 50% dos subsídios de férias e Natal em duodécimos, para os funcionários privados. Assim, e como já tinha sido aqui referido, existe um prazo de 5 dias caso pretenda manter a situação actual (receber os subsídios por inteiro), pelo que há que decidir… rapidamente. Já agora, pode sempre ver o impacto desta medida na calculadora do salário líquido.

Pedro Pais é o fundador do financaspessoais.pt e do forumfinancas.pt. O Pedro é um dos maiores promotores de literacia financeira em Portugal contribuindo com centenas de artigos, ferramentas e simuladores que ajudam as pessoas a poupar, a investir ou a decifrar os mistérios da fiscalidade.

O que escolher?

A resposta em geral é que é preferível receber os subsídios em duodécimos, pelos motivos que abaixo explicaremos. Contudo, caso tenha notória dificuldade em se “controlar” e poupar também sobre o extra que recebe pelos duodécimos, será preferível receber os subsídios por inteiro e alocar uma parte dos mesmos à poupança.

Motivos para escolher duodécimos

1. Fiscalmente irrelevante

Em termos fiscais receber os subsídios por inteiro ou em duodécimos é fiscalmente irrelevante, na perspectiva do contribuinte, uma vez que a retenção sobre os mesmos é feita sempre de forma autónoma e com base em valores anuais.

2. Maior segurança

Com o infeliz estado de muitas empresas, a verdade é que receber por duodécimos pode trazer-lhe mais segurança, uma vez que sempre vai recebendo parte do valor dos subsídios em adiantado.

3. Mais rentável

Ainda que estejamos sempre a falar de poucos euros, a verdade é que ao receber os subsídios em duodécimos pode sempre utilizar aqueles euros extra para um depósito a prazo, que lhe renderá qualquer coisita. Receber mais cedo e ter o dinheiro do nosso lado são sempre dois pontos importantes na gestão das finanças pessoais.

Motivo contra a escolha pelos duodécimos

A nosso ver o único motivo contra a escolha pelos duodécimos está relacionada com o facto dos mesmos se “misturarem” com o vencimento regular. Esta situação pode levar a que adeqúe os seus gastos a este novo salário global (regular + duodécimos) e que a poupança que normalmente faria sobre parte dos subsídios (quando os recebesse por inteiro) deixe de existir.

Por que modalidade vai optar?

Terminamos com a pergunta: “Vai optar por receber os subsídios por inteiro ou 50% dos mesmos em duodécimos?”