Nem sempre é fácil compreendermos os seguros e, por isso, nem sempre estamos bem protegidos contra eventuais desafios que nos acontecem e que requerem encargos financeiros inesperados.
Na verdade, pensar comprar um seguro é difícil nem que seja porque estamos a pagar por algo, que por norma, não queremos que nos aconteça. Ou seja, é das poucas coisas que pagamos e não queremos usar (eu pago um seguro de saúde, mas não quero ficar doente).
A incompreensão dos seguros e o não querermos sequer pensar nos nossos riscos, são algumas das principais razões que levam à existência de uma desproteção alarmante, que tem efeitos a vários níveis, como no aumento da vulnerabilidade financeira das pessoas e das desigualdades sociais e no aumento das preocupações e dificuldades emocionais e financeiras em casos de sinistro, entre outras.
Na realidade, não compreender bem os seguros e estar desprotegido representa um significativo desafio para o nosso bem-estar e prosperidade económica.
Pensar em seguros é, então, pensar em riscos. Ou seja, é pensar em acontecimentos que me podem acontecer e onde terei uma despesa financeira ou necessitarei de dinheiro, sendo que com o contrato do seguro a seguradora terá de pagar as minhas despesas ou satisfazer as minhas necessidades através de indemnizações.
Se o seguro me protege quando algo acontece, então devo conhecer os meus riscos para escolher os seguros que mais preciso e quais as coberturas que me podem ajudar caso algo aconteça (em caso de sinistro).
Para isso basta fazermos sempre 2 perguntas:
1. Quais as situações que me podem acontecer e que representam maior risco?
Para a resposta a esta pergunta não devo pensar apenas no momento, devo pensar a médio e longo prazo e identificar as áreas da minha vida que preciso de estar protegida (saúde, casa, carro, família, vida, bens materiais “valiosos”, animais domésticos, desporto, etc.).
A segunda parte da resposta a esta primeira pergunta é pensar, dentro destas áreas, quais os riscos com maior probabilidade de acontecerem. Por exemplo, se sou uma pessoa que pratico muito desporto há uma maior probabilidade de ter acidentes na prática do desporto, e, por outro lado, se não pratico desporto não preciso deste tipo de seguro.
Assim, nesta pergunta sei quais os seguros que devo ponderar ter e quais as coberturas (especificidades) que o seguro deve ter (por exemplo, se sou mulher e sei que quero ter filhos o meu seguro de saúde deve ter cobertura de partos).
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