Comprar casas penhoradas pode representar um bom investimento atendendo ao possível baixo preço do imóvel face ao valor de mercado, mas nem sempre é assim. Em termos de financiamento, pode conseguir um financiamento a 100%.
Pode comprar casas penhoradas junto dos bancos, imobiliárias, Autoridade Tributária, Segurança Social ou no site e-leilões. Tudo isto são opções, nem sempre as melhores, e há riscos a acautelar.
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Casas penhoradas pelos bancos
Quando os clientes deixam de cumprir as suas obrigações de crédito junto dos bancos, podem ver penhoradas as suas casas, as que serviam como garantia do empréstimo (garantia real ou hipoteca).
No entanto, a retoma de casas pelos bancos não faz parte do seu negócio, pelo que não têm qualquer interesse em ficar com as casas nos seus ativos. Quanto mais rápido as venderem, mais depressa conseguem recuperar o capital deixando, ao mesmo tempo, de incorrer em custos com as mesmas.
Para além de imóveis destinados à habitação (casas ou apartamentos), os bancos podem ter igualmente terrenos, espaços comerciais, armazéns, garagens ou edifícios inteiros para investimento. Pode encontrar ainda imóveis usados e imóveis novos, tudo depende de quem e em que momento, deixou de cumprir as suas obrigações com a Instituição Financeira.
Note, no entanto, que a carteira dos bancos não está, regra geral, tão recheada como há uns anos, sobretudo se nos lembrarmos da crise financeira de 2008. Acresce que alguns imóveis de bancos passaram, entretanto, para fundos imobiliários.
A verdade é que os bancos passaram a ter as regras de crédito muito mais apertadas. Isto reduz a probabilidade de incumprimento e, como tal, de retoma dos imóveis dados em garantia.
No quadro atual, espera-se também que com a subida significativa das taxas de juro, as pessoas em dificuldades sejam capazes de renegociar as condições do seu crédito junto do banco.
Daí que, nem sempre os portais dos bancos têm assim tantos imóveis, tudo vai depender do momento em que procura. E varia de banco para banco, uns poderão ter mais e outros menos imóveis, em momentos diferentes. Também não é muito comum ver-se, por exemplo, muitos imóveis de qualidade disponíveis nos grandes centros urbanos. É mais fácil encontrá-los em cidades mais pequenas.
Para evitar surpresas, faça-se acompanhar de alguém especializado na área de construção e/ou arquitetura, que possa detetar eventuais problemas de construção de raiz, e/ou problemas associados à deterioração do imóvel. Qualquer um deles pode trazer muitas dores de cabeça e uma conta avultada a acrescer ao valor do imóvel.
Em alternativa, pode fazer um levantamento completo de todas as questões a resolver no imóvel, e apresentá-las na proposta de compra, devidamente fundamentadas por um orçamento de obras. Falamos de questões que possam forçar o preço para baixo em que o comprador tem facilidade em realizar essas obras e, ainda, que faz toda a questão em fazê-las porque esse é mesmo o imóvel “dos seus sonhos”.
Nas situações em que prevê obras ligeiras ou obras de modernização acautele também, o melhor possível, todos os riscos inerentes.
Por fim, assegure-se de que esclarece todas as dúvidas e que visita o imóvel com tempo suficiente para tomar uma decisão em consciência. O facto de as visitas poderem ser limitadas e ter um prazo para apresentar uma proposta, podem ser fatores de pressão que, normalmente, não conduzem às melhores decisões.
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