O spread médio dos novos contratos de crédito habitação com taxa de juro variável indexada à Euribor a três, seis e 12 meses passou de 1,09% em 2022 para 0,93% em 2023. É o valor mais baixo desde 2009. Os dados são do Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito relativo a 2023, publicado pelo Banco de Portugal.
Recorde-se que as taxas de juro variáveis são compostas pelo spread e pela Euribor, que vai oscilando consoante o seu prazo.
O relatório revela também que a Euribor a seis meses foi o indexante da maioria dos contratos celebrados a taxa variável durante o ano 2023. Porém, mais de metade dos novos contratos foram celebrados a taxa mista ou a taxa fixa. O peso dos novos contratos de crédito à habitação celebrados a taxa mista aumentou de 12,3% para 45%, no período analisado.
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Portugueses renegociaram mais em 2023
Num contexto marcado pela subida da inflação e das taxas de juro, foram mais os portugueses que renegociaram os seus contratos de crédito habitação. Os dados do supervisor indicam que foram realizadas 154.071 renegociações em 144.930 contratos de crédito à habitação. Face a 2022, o número de renegociações cresceu 271,6%.
Este aumento aconteceu numa altura em que estiveram em vigor medidas de apoio para prevenir o risco de incumprimento, sendo que a maioria dos portugueses que renegociaram o crédito habitação não se encontravam ainda nessa situação.
Segundo o Banco de Portugal, uma das medidas, relacionada com a suspensão da comissão de reembolso antecipado, poderá igualmente ter contribuído para facilitar a renegociação dos contratos. Em 2023, foram realizados 247.601 reembolsos antecipados, o que se traduziu num aumento de 74,4% face a 2022.
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