Pouca oferta, aumento dos preços de construção e escassez de mão-de-obra. De acordo com a Comissão Europeia, estes três fatores tornam improvável que o preço das casas em Portugal baixe no curto prazo. O mais recente relatório de monitorização pós programa de assistência financeira mostra ainda que o montante de empréstimos à habitação atingiu, em setembro, o maior valor desde 2015 e que apenas 35% das transações de imóveis foram feitas com recurso a crédito.
O relatório reúne informação até ao dia 31 de outubro de 2024 e, entre outras análises, procura olhar para o mercado imobiliário português.
Um mercado resiliente
Para a Comissão Europeia, o mercado imobiliário português tem-se mostrado resiliente ao longo dos últimos anos, e um dos principais motivos para tal é o rácio LTV relativamente baixo praticado nos empréstimos.
De acordo com as regras do Banco de Portugal, este rácio não pode ser superior a 90% do menor valor entre a aquisição e a avaliação do imóvel. Por exemplo, se comprar uma casa por 250 mil euros e o valor de avaliação for 220 mil euros, o banco só pode emprestar até 198 mil euros (90% de 220 mil).
Ora, o que a Comissão Europeia diz é que “apenas 6% dos empréstimos têm um rácio superior a 80%”. Isto permite aos bancos portugueses “estarem bem preparados para lidarem com eventuais quedas dos preços no mercado imobiliário sem sofrerem perdas significativas”. No entanto, essas quedas parecem longe de acontecer.
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