Os pedidos de crédito habitação dispararam em junho. Segundo as estatísticas de empréstimos e depósitos bancários de particulares e empresas publicadas esta sexta-feira pelo Banco de Portugal, o crédito habitação cresceu 7,3% em termos homólogos, registando a maior variação anual dos últimos 17 anos. Ou seja, desde a crise financeira de 2008. O volume total atingiu os 106,3 mil milhões de euros, mais 1.525 milhões de euros do que em maio.
Já os depósitos de particulares voltaram a desacelerar. Foi o oitavo mês consecutivo de perda de ritmo, ainda que o valor global tenha crescido 5,2% face a junho de 2024.
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Empréstimos a particulares sobem 7,4% num ano
O total de empréstimos concedidos a particulares, considerando todas as finalidades, cresceu 7,4% em comparação com junho de 2024. Também aqui se verifica a taxa de variação anual mais elevada desde 2008.
Este aumento reflete o comportamento das várias modalidades de crédito, desde a habitação ao consumo e outros fins. Em conjunto, os empréstimos a particulares totalizavam, no final de junho, cerca de 139 mil milhões de euros.
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Crédito ao consumo cresce 7,9%
O crédito ao consumo e para outros fins registou um crescimento homólogo de 7,9%, acima dos 7,6% registados em maio. O montante total ascendeu a 32,7 mil milhões de euros, mais 235 milhões de euros do que no mês anterior.
Dentro deste segmento, o crédito pessoal atingiu os 13 mil milhões de euros, com uma subida homóloga de 7,3%. Quanto ao crédito automóvel, fixou-se nos 8,7 mil milhões de euros, mais 68 milhões de euros do que em maio, com uma taxa de variação anual de 10,1%. Já os cartões de crédito totalizaram 3,3 mil milhões de euros, registando um crescimento de 9% face a junho de 2024.
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Depósitos de particulares desaceleram pelo oitavo mês consecutivo
Os depósitos bancários de particulares continuam a perder força. Em junho, o crescimento homólogo foi de 5,2%, abaixo dos 5,6% registados em maio. Esta é a oitava desaceleração consecutiva na taxa de variação anual.
O stock de depósitos totalizava 195,8 mil milhões de euros no final de junho, mais 1.740 milhões de euros do que em maio. Este aumento resultou de um acréscimo de 1.500 milhões nas responsabilidades à vista (maioritariamente depósitos à ordem) e de 240 milhões nos depósitos a prazo. No entanto, a tendência de fundo aponta para uma travagem contínua.
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