O montante concedido em novos contratos de crédito habitação caiu 408 milhões de euros, em janeiro de 2026, em relação a dezembro do ano passado. Os dados do Banco de Portugal mostram que este foi o motivo para a redução global do montante de novas operações de crédito para a compra de casa.
O ligeiro aumento de 45 milhões nas renegociações foi insuficiente para evitar a queda a que se assistiu em janeiro. Feitas as contas, as novas operações movimentaram menos 363 milhões de euros relativamente a dezembro.
Crédito habitação também puxou para trás a concessão geral de crédito a particulares
As novas operações de empréstimos aos particulares totalizaram 3081 milhões de euros, menos 450 milhões do que em dezembro. Aqui se percebe bem o impacto que o crédito habitação tem na generalidade dos empréstimos. Deste 450 milhões de euros, apenas 87 milhões de euros correspondem a outros créditos.
Os novos contratos de empréstimos a particulares atingiram 2588 milhões de euros, menos 499 milhões de euros do que em dezembro. “Para esta redução, contribuíram principalmente os empréstimos para habitação que diminuíram 408 milhões de euros, para 1783 milhões de euros”, justifica o Banco de Portugal.
Já as renegociações “ascenderam a 493 milhões de euros, mais 49 milhões de euros do que no mês anterior”.
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