O crédito automóvel foi o que mais cresceu em montante de dívida entre 2018 e 2025. De acordo com a análise do Banco de Portugal sobre a evolução do crédito aos consumidores, este segmento acumulava um montante de quase 10,5 mil milhões de euros em dívida, mais 4,5 mil milhões do que em 2018.
No contexto total do crédito ao consumo, o crédito automóvel representa 44% do montante em dívida. Segue-se o crédito pessoal, que cresceu quase 3,9 mil milhões de euros, para 9,3 mil milhões de euros (39% do total). Por fim, aparece o crédito renovável, com um crescimento de quase 1,5 mil milhões de euros, para 4,2 mil milhões de euros (17% do total).
Apesar do crescimento em todas as finalidades, o peso de cada uma no total do crédito ao consumo tem-se mantido relativamente estável ao longo dos anos.
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Crédito pessoal domina no número de contratos
Apesar de ter um montante em dívida inferior ao do crédito automóvel, o crédito pessoal tem mais contratos. Tal explica-se pelo facto de os valores pedidos nos empréstimos pessoais serem inferiores aos que são pedidos para comprar um automóvel.
“No final de 2025, existiam 1,6 milhões de contratos de crédito pessoal, tornando este o segmento mais relevante em número de contratos”, destaca o Banco de Portugal. É um crescimento de quase 650 mil contratos em relação a 2018.
Já o crédito automóvel teve um crescimento inferior em número de contratos. Em sete anos, passou de cerca de 588 mil para 954 mil.
Nos dados apresentados pelo Banco de Portugal não é divulgada a informação sobre o número de contratos no crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidade de descoberto, linhas de crédito e contas correntes bancárias.
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