Construir património exige anos de trabalho, poupança e planeamento, mas bastam alguns acontecimentos inesperados para comprometer uma parte significativa desse esforço. A proteção do património não passa apenas por acumular riqueza, mas também por identificar e mitigar os riscos que podem afetar a estabilidade financeira de uma família ou empresa.

Destaque para cinco grandes ameaças ao património que, se previamente equacionadas, podem ser mitigadas:

  1. Danos na habitação,
  2. Problemas de saúde;
  3. Responsabilidades perante terceiros;
  4. Perda de rendimento familiar;
  5. Riscos associados aos investimentos.

Cada uma destas situações pode gerar impactos financeiros significativos se não existir uma estratégia de proteção adequada.

Nos últimos anos temos constatado isso mesmo. Seja pelas alterações climáticas, que já não são uma possibilidade, mas uma realidade. Um exemplo disso foi a tempestade Kristin, que afetou mais de 200 mil habitações, sendo apenas 26% dos danos registados estavam cobertos por um seguro multirriscos. Seja pela pressão crescente sobre o Serviço Nacional de Saúde, que enfrenta dificuldades em responder às necessidades dos cidadãos, especialmente ao nível dos cuidados de saúde primários. Esta realidade tem levado cada vez mais pessoas a procurar soluções complementares que reforcem a segurança no acesso aos cuidados de saúde, uma necessidade que já mobiliza cerca de 34% da população.

Os seguros de responsabilidade, sobretudo se forem de contratação obrigatória, como é o caso da responsabilidade civil automóvel, de incêndio para a habitação ou de acidentes de trabalho, são uma necessidade imperativa. Caso aconteça um evento que determine a responsabilidade da pessoa, na inexistência de seguro, esta pode ficar hipotecada pelo resto da sua vida para satisfazer as indemnizações devidas a terceiros.

A proteção da vida, do património financeiro e a garantia da manutenção da qualidade da vida familiar dos dependentes que sobrevivem no caso de falecimento de quem é, em muitos casos, o garante da economia doméstica, deve ser, também, uma preocupação individual e familiar. Os seguros de vida e previdência estão a comportar-se de forma significativa na sociedade, refletindo as mudanças demográficas e as necessidades dos consumidores.

A expectativa média de vida a aumentar e as taxas de natalidade abaixo do nível de reposição levam Portugal a ser uma das nações mais envelhecidas do mundo, o que impacta diretamente a sustentabilidade das pensões e a estabilidade das empresas de seguros de vida. Este fenómeno deve ser encarado como um risco sistémico de primeira linha, exigindo uma resposta estratégica.

Talvez por essa razão os seguros de vida e previdência estão a ser cada vez mais procurados por pessoas que procuram segurança financeira em caso de morte ou invalidez, sendo uma solução essencial para garantir a subsistência das famílias em cenários adversos. Além disso, a previdência é um recurso valioso para quem planeia fazer um empréstimo ao banco para a compra de um imóvel ou requer proteção extra para si e para os seus.

Também na mesma linha, surge a procura crescente de proteção ao património financeiro através de PPR, Unit Linked e outros, cujo objetivo se prende com a prevenção, a preocupação de assegurar qualidade de vida na fase pós ativa de cada um.

A gestão de risco deve ser encarada como um elemento essencial do planeamento financeiro. Seguros adequados, proteção da saúde e da família, diversificação dos investimentos e revisão periódica das necessidades de cobertura são mecanismos fundamentais para preservar os ativos construídos ao longo da vida.

Mais do que um custo, a proteção financeira deve ser vista como um investimento na continuidade dos objetivos pessoais e familiares. No final, proteger património significa proteger a capacidade de manter a qualidade de vida, concretizar projetos futuros e garantir tranquilidade perante os imprevistos.

Não espere pelo imprevisto.
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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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