Crédito

Contraiu Crédito Habitação entre 2011 e 2016? Reveja e poupe!

Se já tiver o crédito habitação há uns anos talvez esteja na altura de procurar propostas que lhe permitam poupar dinheiro no imediato ou a longo prazo.

Daniela Gonçalves Daniela Gonçalves , 10 Outubro 2020 | 2 Comentários

É possível reduzir a maior fatura que as famílias têm todos os meses para pagar: a prestação do crédito habitação - especialmente se o crédito foi contraído entre 2011 e 2016 . É que os spreads atualmente praticados pelos bancos estão mais baixos.

Esta é a melhor oportunidade para rever as suas condições do seu crédito, porque o spread pode já não estar atual. Já há vários bancos a oferecerem spreads mínimos de 1%. O Bankinter foi o último banco a anunciar a descida do spread mínimo e passou a oferecer um valor de 0,95%.

Aproveite, por isso, este contexto de concorrência e reveja agora as condições do seu crédito.

Leia ainda: O que precisa saber sobre a transferência do crédito habitação

Rever o Crédito Habitação pode levar a grandes poupanças

Os spreads baixos e as taxas Euribor (usadas como indexantes nos contratos de crédito a taxa variável) em níveis negativos, permitem que os bancos pratiquem taxas de juro baixas na concessão de créditos. .

Se fez um crédito habitação há mais de 5 anos e ainda não reviu as condições, pode estar a perder muito dinheiro. Consultar o mercado pode revelar melhores condições do que as que tem. Deve fazê-lo o quanto antes porque é quase certo que encontrará condições de financiamento mais atrativas.

São milhares de euros que pode poupar no final do crédito e dezenas ou mesmo centenas que pode salvar no final de cada mês. Para isso, deve reunir informação, comprar e optar pela proposta mais competitiva. Para isso, pode passar por todo o processo sozinho - o que é mais demorado e cansativo - ou recorrer a um intermediário de crédito.

mão a colocar uma casa miniatura numa pilha de moedas

Conheça exemplos de poupança

Uma família que comprou casa em junho de 2015, com uma taxa de 2,27% (taxa média referente àquele mês) pagará uma prestação de 369,62 euros. Isto considerando uma dívida 100 mil euros e 30 anos para concluir o contrato. A taxa média praticada em junho deste ano foi de 1,16%, o que corresponde a uma prestação de 326,25 euros para uma operação com as mesmas condições. São mais de 40 euros de diferença por mês. Ao final de um ano a poupança ascende a mais de 500 euros.

Se recuarmos um ano (junho de 2014) a poupança será ainda mais significativa, uma vez que a taxa de juro média era de 3,25%. Considerando a taxa média de junho de 2020, um financiamento de 150 mil euros, a 30 anos, corresponde a uma prestação de 493,56 euros, menos 81 euros do que o valor correspondente a uma taxa de 3,25%.

Mas mesmo que o seu spread já seja baixo, não se acomode. Analise todas as variáveis, porque spreads baixos não são sinónimo de condições excelentes. Por vezes a poupança pode estar nos seguros de vida e multirriscos (obrigatórios nos crédito habitação).

Leia ainda: Como poupar nos seguros associados ao crédito habitação?

Ao ter uma nova proposta, poderá ter a oportunidade de reavaliar todos os produtos subscrito com o crédito habitação. Falamos não só dos seguros obrigatórios, mas também dos cartões de crédito, seguros de saúde e outros produtos que teve de adquirir na altura em que fez o seu crédito e que lhe impedem de fazer uma poupança significativa.

Reduzir: na prestação ou no prazo do contrato?

Não é a mesma coisa. Se a prestação que tem atualmente com o seu crédito habitação é confortável para o seu orçamento, poderá optar por manter a prestação mas reduzir o prazo do contrato. Desta forma, vai também poupar. E em alguns casos podemos estar a falar de milhares de euros.

Quanto mais depressa pagarmos um empréstimos mais "barato" ficará. Assim, se conseguirmos manter o valor da prestação, a redução do spread pode servir apenas para encurtar o período do contrato. O que nos ajudará a poupar dinheiro.

Ler ainda: Redução da prestação ou do prazo no crédito habitação: qual a melhor opção?  

E se estiver a beneficiar da moratória?

Não se preocupe! Mesmo estando a beneficiar de moratória, não está obrigado a permanecer ligado ao banco. Só precisa de ter atenção que se tiver pedido uma moratória total, ou seja, se não estiver a pagar nem capital nem juros, terá de ter disponível dinheiro para pagar os juros que ficaram por liquidar neste período.

Mas, mesmo assim, transferir o seu crédito para uma outra instituição financeira que lhe dê melhores condições pode compensar. Se conseguiu ir juntando o dinheiro que não usou para pagar a prestação, use a moratória para reduzir encargos com o crédito.

Não se acomode. Informe-se ou peça apoio para calcular quanto pode poupar com a revisão do seu Crédito Habitação. Conte com o Doutor Finanças.

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2 comentários em “Contraiu Crédito Habitação entre 2011 e 2016? Reveja e poupe!

  1. Boa tarde,
    Estou desempregada há já alguns anos e vendi o meu apartamento HPP obtendo mais valias. Irei comprar casa HPP dentro de alguns meses. Caso eu prefira construir e a construção demore 2 anos, o que me aconselha? Obrigada

    1. Olá, Maria do Carmo.

      Depois da venda de uma HPP, pode efetivamente comprar ou construir uma nova HPP.

      Quando declarar a venda do imóvel tem de informar as finanças que pretende reinvestir, preenchendo o quadro 5 do anexo G da sua declaração de IRS. Poderá reinvestir no espaço de 36 meses, mas tem de ir dando essa indicação às Finanças a cada entrega da declaração de IRS.

      Ou seja, se vendeu a sua HPP este ano, dispõe ainda de 3 anos para reinvestir a totalidade do valor. Se estima que a construção demore apenas 2 anos, parece-me exequível.