Casal a contratar crédito habitação

Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o stock de crédito habitação, ou seja, o total de dinheiro que os bancos têm emprestado, aumentou 10,4%, totalizando 111,7 mil milhões de euros. Este é o maior crescimento homólogo desde janeiro de 2006, de acordo com a informação partilhada pela Banco de Portugal.

Estes números mostram um crescimento do stock de crédito habitação bem acima da média de 2,8% da Zona Euro.

Ao mesmo tempo, o montante de crédito concedido em janeiro registou um crescimento homólogo de 9,8%, algo que não se via desde fevereiro de 2008.

Crédito ao consumo também cresceu acima da média europeia

O montante total de empréstimos ao consumo e outros fins subiu 49 milhões de euros em relação a dezembro, para 33,8 mil milhões de euros. A taxa de variação anual foi de 7,9%, estabilizando em 7,3% nos empréstimos para consumo e subindo para 8,9% nos empréstimos para outros fins.

Olhando apenas para o crédito ao consumo, o crescimento do stock anual também foi superior à media da Zona Euro, que se ficou pelos 5,1%.

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Crédito às empresas construtoras e imobiliárias foi o que mais cresceu

Em janeiro de 2026, o stock de empréstimos às empresas registou um crescimento homólogo de 3,7% e fixou-se em 74,1 mil milhões de euros. Ainda assim, o comportamento não foi transversal a todas as dimensões de empresas.

Enquanto as micro e pequenas empresas aumentaram o stock de crédito em 14,2% e 5%, respetivamente, as médias e grandes empresas registaram taxas de variação anual negativas (-1,8% e -4,9%, respetivamente).

Na análise por área de atividade, o crédito ao setor da construção e atividades imobiliárias foi o que mais acelerou, atingindo uma taxa de variação anual de 8,7%.

O stock de crédito no setor do comércio, transportes e alojamento cresceu 3,8%, enquanto o crédito ao setor dos transportes e armazenagem diminuiu 2,8%. Por fim, o crédito a outras atividades aumentou 8,3%.

Depósitos descem ligeiramente relativamente a dezembro

O stock de depósitos de particulares nos bancos residentes diminiu 61 milhões de euros entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.

Esta variação foi o resultado da redução de “300 milhões de euros nas responsabilidades à vista (constituídas quase na totalidade por depósitos à ordem) e um aumento de 239 milhões nos depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso)”, detalha o Banco de Portugal.

No final do mês, os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 200,7 mil milhões de euros. Apesar da diminuição em cadeia, houve um crescimento anual de 4,4%.

Em relação às empresas, o stock de depósitos nos bancos residentes totalizava 73,3 mil milhões de euros, em janeiro de 2026.

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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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