Já são conhecidos os montantes de garantia pública atribuídos a cada banco aderente. São 18 as instituições financeiras que aderiram ao programa que vai possibilitar os jovens até aos 35 anos comprarem a sua primeira habitação com financiamento a 100%.
Segundo o Despacho n.º 14916/2024, de 18 de dezembro, o montante máximo da garantia pública a conceder pelo Estado, fixado em 1,2 mil milhões de euros, vai ser distribuído tendo em conta as quotas de mercado de cada instituição de crédito na concessão de crédito à habitação, disponibilizadas pelo Banco de Portugal. No entanto, os bancos têm a possibilidade de ver esse valor reforçado.
É de salientar, que os bancos não eram obrigados a aderir à garantia pública do crédito habitação jovem, mas se assim o entendessem, tinham até ao final de setembro de 2024 para aderir ao protocolo.
Conforme é possível confirmar no Despacho, apenas 18 instituições de crédito estão autorizadas a financiar o “valor total do imóvel” (desde que sejam cumpridos os critérios da garantia pública e legais), ficando assim o Estado a funcionar como fiador do montante que, por imposição legal, os bancos não podem financiar. Caso a sua instituição de crédito não conste na listagem abaixo, se quiser beneficiar da garantia pública, tem de recorrer a outra entidade.
A seguir, saiba quais os montantes de garantia pública atribuídos a cada banco aderente e como funciona esta medida.
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Montantes de garantia pública atribuídos a cada banco vão dos 200 mil a 259 milhões euros
Como referido, o Estado tem como montante máximo disponível 1,2 mil milhões de euros para atribuir às instituições de créditos que aderiram à garantia pública do crédito habitação jovem (na aquisição da primeira habitação própria permanente entre os 18 e os 35 anos).
No total, 18 instituições aderiram e os montantes distribuídos a cada banco variam entre 200 mil euros a 259 milhões de euros. Conheça os montantes de garantia pública atribuídos a cada banco:
- ABANCA Corporación Bancaria, S. A. sucursal em Portugal: 20.631.954 euros;
- Banco BIC Português S. A: 20.752.765 euros;
- Banco BPI, S. A: 149.539.632 euros;
- Banco Comercial Português, S. A: 185.407.766 euros;
- Banco CTT, S. A: 9.733.978 euros;
- Banco INVEST, S. A: 200.000 euros;
- Banco Santander Totta, S. A: 259.253.376 euros;
- Bankinter, S. A: 60.000.000 euros
- Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, CRL (SICAM): 10.000.000 euros;
- Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo, caixa económica bancária, S. A: 402.139 euros;
- Caixa Económica Montepio Geral, caixa económica bancária, S. A: 5.000.000 euros;
- Caixa Geral de Depósitos, S. A: 257.212.136 euros;
- Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Bombarral, CRL: 200.000 euros;
- Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Leiria, CRL: 306.042 euros;
- Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Mafra, CRL: 388.355 euros;
- Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Torres Vedras, CRL: 239.540 euros;
- Novo Banco dos Açores, S. A: 1.000.000 euros;
- Novo Banco, S. A: 20.000.000 euros.
Concluindo, a instituição de crédito que tem o montante da garantia de carteira mais elevado é Banco Santander Totta, S. A., que conta com 259.253.376 euros. Já o valor menor, de 200.000 euros, foi atribuído ao Banco INVEST, S. A. De realçar que os valores foram atribuídos consoantes a quota de mercado que cada entidade tem no mercado de crédito habitação em Portugal.
Estes valores equivalem aos montantes máximos que cada entidade tem de garantia pública. Ou seja, podem financiar operações em que a parcela que tem o Estado como fiador totalize aqueles montantes.
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