Em 2025, o peso do crédito aos consumidores concedido através de intermediários de crédito aumentou para 50,6%, comparativamente com os 49,9% de 2024, de acordo com o Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito do Banco de Portugal relativo ao ano de 2025.
É a primeira vez que o crédito feito com recurso a intermediários ultrapassa a contratação direta desde a entrada em vigor, em 2018, do regime que regula a atividade destes operadores no mercado.
Para o Banco de Portugal, esta ultrapassagem “sinaliza uma mudança no modelo de distribuição do crédito aos consumidores”.
Apesar de o montante de crédito concedido diretamente pelas instituições até ter aumentado 7,8% de um ano para o outro, o crédito concedido com recurso a intermediários teve um crescimento de 11%.
Intermediação no crédito pessoal e renovável cresceu, mas contratação direta continua a dominar
Apesar de o aumento do peso global dos intermediários de crédito refletir “o acréscimo da sua importância no crédito pessoal e no crédito renovável”, a contratação direta ainda é o principal canal de comercialização.
Em 2025, representou 77% do montante concedido no crédito pessoal e 51,9% no crédito renovável. Ainda assim, ambos os subsegementos assistiram a um aumento da contratação com recurso a intermediários.
No crédito pessoal, passou de 22,4% para 23%, uma subida que, apesar de ligeira, “reflete um crescimento mais acentuado do montante concedido através de intermediários de crédito (mais 14,1%), em comparação com o aumento observado na concessão diretamente na instituição de crédito (mais
10,2%)”, aponta o Banco de Portugal.
Já no crédito renovável houve um “aumento do montante de crédito concedido através de intermediários de crédito (mais 10,0% face a 2024), acompanhado pela diminuição do crédito concedido diretamente na instituição de crédito (menos 5,5%)”.
No final do ano, isso representou um peso de 48,1% no montante total concedido através de intermediários.
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