Um Plano Poupança Reforma é um instrumento de poupança comum às famílias portuguesas, que pode ter as suas vantagens para o futuro. Com a ajuda da Dica do Doutor, fique a saber qual a melhor altura para o fazer.

Subscrever a um Plano Poupança Reforma (PPR) é um passos importante e que poderá ajudar na sua vida financeira a longo prazo. Atualmente, parece que é uma tarefa complexa gerir um orçamento familiar mensal. Os salários parecem curtos e os meses longos, daí a importância de planear o orçamento familiar atempadamente para o ano todo e ir controlando o mesmo ao longo do ano.

Para podermos cumprir os nossos compromissos financeiros ao longo do tempo e manter o estilo de vida, é importante estabelecermos uma poupança desde cedo. Esta poupança mensal irá ajudar-nos a criar um fundo de emergência, para fazer face a imprevistos que possam ocorrer ao longo da vida, e que nos permita manter o nível de vida.

Assim, é natural que comece a olhar para alguns instrumentos de poupança e o PPR é um deles.

O PPR trata-se de um fundo gerido por uma equipa de gestão, que irá rentabilizar o seu investimento a longo prazo para poder ser utilizado quando atingir a idade de reforma. Por se tratar de um produto a longo prazo e com uma utilidade especifica, é um instrumento de poupança muito interessante porque será um complemento de reforma que lhe permita não perder a sua qualidade de vida financeira.

Contudo, qual é a melhor altura para realizar um PPR? Quanto mais jovem melhor, certo? Nem sempre.

O PPR pode começar a capitalizar o seu investimento desde o início e para poder ter mais resultados pressupõe algumas contribuições regulares, por forma a aumentar a percentagem de capital reembolsado no final do período de vida ativa. Contudo, não permite que o dinheiro esteja disponível durante esse período, sofrendo penalizações se o fizer.

Qual a Dica do Doutor?

Assim aconselhamos que o PPR seja feito quando tem a sua vida profissional e as suas finanças pessoais estiverem estabilizadas.

Em idade jovem, uma jovem solteira ou um jovem casal que queiram construir vida em conjunto encontram-se numa fase da vida que pressupõe muitos investimentos, com a compra de casa, compra de carros, educação e crescimento e educação dos filhos e outras despesas associadas. Assim, é natural nesta etapa necessite de começar a poupar para fazer frente às despesas futuras. Face a imprevistos ou despesas extras, ter capital disponível é importante. Assim, uma ferramenta de poupança que não permita o movimento do capital antecipadamente pode não ser uma boa solução.

O PPR apenas poderá ser reembolsado em situações de reforma, incapacidade de trabalhar, entre outras. Antes desse prazo, se liquidar antecipadamente o capital investido sofrerá penalizações que lhe poderão fazer perder algum do dinheiro investido.

Em idade de maturidade profissional e estabilidade financeira, com o Crédito Habitação já a decorrer e as despesas dos filhos a decrescer consideravelmente à medida que vão ficando mais velhos, pensar num PPR é importante, pois poderá investir algum capital que consegue poupar mensalmente e ter o reembolso total dos seus rendimentos sem ter de incorrer em penalizações pois não precisará tanto do dinheiro.

Assim, a Dica do Doutor sugere que faça um PPR a partir dos 40 anos ou quando se prevê que tenha uma situação profissional estabilizada e a maioria dos encargos financeiros geridos.

Desta forma, pode investir parte das suas poupanças num PPR, que irá valorizar durante vários anos, para obter benefícios na idade da reforma.

Aconselhamos que comece a poupar assim que tenha rendimentos, inicialmente deverá subscrever produtos com maturidades mais curtas para poder utilizar nesta fase da vida de maiores investimentos, caso não necessite desses valores nesta fase da vida, poderá iniciar o seu PPR com um valor maior.

Quando subscrever um PPR, leia as informações contratuais e pense quanto dinheiro das suas poupanças poderá alocar ao mesmo, pois não irá poder mobilizar o capital a não ser quando chegar à idade de reforma. Veja também se pretende fazer subscrições anuais ou programadas, por forma a aumentar os seus rendimentos e reflita-as no seu orçamento mensal e anual dos próximos anos.

Programe as suas poupanças e invista na sua qualidade de vida futura.

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