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A Bison Bank Electronic Money Token é a primeira stablecoin portuguesa. Lançada no dia 6 de maio, promete facilitar e agilizar as transferências internacionais e reduzir o número de intermediários envolvidos na operação.

“Esta stablecoin, o Bison Bank Electronic Money Token, não é um e-money token português, é criado por um banco português, mas é, na sua génese, global”, afirma António Henriques, CEO do Bison Bank num comunicado partilhado pela instituição.

A nova moeda foi lançada em duas versões, uma indexada ao euro (EUB) e outro indexada ao dólar americano (USB).

Ou seja, ao contrário de outras criptomoeadas, as stablecoins garantem estabilidade por estarem associadas a moedas fiduciárias. Cada token de moeda eletrónica emitido tem o mesmo valor na moeda de referência que lhe estiver associada.

“Por esta razão, ao contrário de outros criptoativos, estes tokens mantêm o valor estável, proporcionando maior segurança e adequação enquanto meio de pagamento”, explica o banco.

Acesso é exclusivo a bancos e outras instituições

A nova stablecoin portuguesa não vai estar disponível para os investidores e clientes bancários. Em vez disso, apenas bancos e instituições financeiras reguladas vão ter acesso a esta nova moeda.

De acordo com o Bison Bank, vai permitir reduzir o número de intermediários financeiros necessários para fazer uma transferência internacional.

Nas declarações a vários órgãos de comunicação, o CEO do Bison Bank deixou o exemplo de uma transferência de dinheiro feita de uma conta em Portugal para outra em Singapura. Em condições normais, há um grande grau de incerteza, de acordo com António Henriques. “Sei quando origino, mas não quando vai ser recebido, nem quantos intermediários vão estar no meio”, disse ao jornal Público.

Com a Bison Bank Electronic Money Token isso deixa de acontecer. Por exemplo, se o objetivo for transferir dólares, o banco recetor recebe USB e deposita a quantia equivalente na conta do cliente.

Para isso, é preciso que essa instituição aceite a stablecoin portuguesa. E é esse o próximo passo na estratégia de expansão desta moeda: encontrar parceiros que suportem a circulação da Bison Bank Electronic Money Token.

Para já, vão ser emitidos cinco milhões de tokens. As necessidades futuras logo ditarão quantos mais serão emitidos: “Podem ser emitidos à medida que vão sendo necessários, como também podem ser destruídos quando deixam de ser necessários”, explica o CEO do Bison Bank ao jornal Expresso.

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