Imagem de uma cadeira de rodas num quarto de hospital, representativo de cuidados de saúde

O que mais preocupa os portugueses quando pensam na fase da refoma? De acordo com o Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon, em parceria com o Doutor Finanças, a saúde lidera a lista de forma destacada.

81% dos inquiridos destacaram esta como a sua maior preocupação. “Este dado mostra que o bem-estar físico e o acesso a cuidados de saúde são vistos como o maior desafio nesta fase da vida”, aponta o barómetro.

Seguem-se as preocupações de natureza financeira e de autonomia, como a dependência de familiares (30%) e a perda de rendimento (29%). Ainda assim, é evidente a diferença para o primeiro lugar.

“Os custos da habitação (23%) também assumem alguma relevância, indicando que as despesas fixas continuam a ser uma fonte de pressão”, lê-se no 3.º barómetro realizado pelo Doutor Finanças em parceria com a Católica-Lisbon. No fim, surgem preocupações com solidão (12%).

Mais de metade das pessoas quer aproveitar para viajar na reforma

58% das pessoas disseram que gostavam de aproveitar o tempo da reforma para viajar. Esta foi a resposta mais unânime entre os inquiridos, o que “indica o desejo de aproveitar a reforma como um período de realização pessoal e descoberta”.

Também há destaque para as relações interpessoais, com 19% a querer passar mais tempo com família e amigos.

Já abaixo da marca dos 10% aparece o desejo de ajudar a família (8%), “evidenciando um sentido de utilidade e apoio intergeracional”.

Por fim, surge a vontade de aprender coisas novas (5%), fazer voluntariado (4%) e continuar a trabalhar (4%).

“Em comparação com as mulheres, os homens dizem querer viajar menos (25% vs. 33%), mas tencionam estar mais com a família e amigos (11% vs. 8%) e ajudar a família (5 vs. 3%)“, lê-se no barómetro.

Maioria das pessoas já falou sobre a reforma com família ou amigos

O 3.º barómetro realizado pelo Doutor Finanças em parceria com a Católica-Lisbon considera que “existe uma abertura significativa para discutir” a reforma num contexto social. Isso é evidenciado pelo facto de 39% das pessoas terem afirmado que falam sobre o assunto várias vezes e 33% ter dito que o faz ocasionalmente.

Ainda assim, 26% dos inquiridos nunca falaram sobre a reforma com pessoas próximas, como familiares e amigos.

“No geral, os dados sugerem que, apesar de a reforma ser um tema relativamente presente nas conversas, ainda existe uma parte relevante da população que não o discute, o que pode limitar a partilha de informação e o planeamento mais informado desta fase da vida”, conclui o barómetro.

Leia ainda: 3 em cada 10 portugueses não poupam para a reforma

Ficha técnica: Este inquérito foi realizado pelo CEA – Universidade Católica Portuguesa em colaboração com o Doutor Finanças, entre os dias 25 de fevereiro e 12 de março de 2026. O universo-alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. A taxa de resposta foi de 15%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 700 inquiridos é de 4%, com um nível de confiança de 95%.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

Estudos Doutor FinançasPensõesVida e família