Subsídio de férias – Usar ou gastar?
Repare que usei o verso usar e não “gastar”. Por alguma razão que desconhecemos, culturalmente associamos o subsídio de férias a gastos e não a poupança ou investimento. Achamos que é uma espécie de “prenda” dos nossos patrões ou do Estado, que não faz parte do nosso salário, mas sim como um “bónus”. É como se fosse dinheiro “fácil”. Acredite que não é.
Nunca se esqueça de que os subsídios de férias e de Natal são uma parte natural do seu salário. Trabalhou muito para o ganhar: é como se o fosse juntando ao longo do ano para depois o receber nessa altura do ano. Aliás, há pessoas que pedem para receber esses subsídios em duodécimos para viver melhor todos os meses em vez de com sacrifício durante 10 meses e com 2 meses com mais liberdade de consumo.
Leia ainda: 10 erros que não deve cometer nas férias
Use o subsídio de férias para algo realmente útil
Use o dinheiro do subsídio de férias para algo realmente útil como liquidar uma ou parte das suas dívidas/créditos; constituir/reforçar o seu fundo de emergência (6 a 12 meses das suas despesas); iniciar/reforçar o PPR que lhe vai permitir ter uma reforma melhor e aproveitar ao máximo as deduções fiscais no ano seguinte; investir em fundos/ETF e ganhar dinheiro com o seu dinheiro; fazer obras de eficiência energética em sua casa; tirar um curso que possa gerar novos rendimentos; reservar dinheiro para a revisão do carro, para os seguros ou pneus novos, etc.
Não desperdice esse rendimento extra em algo que daqui a 2 meses não se lembra o que foi.
Leia ainda: Nas férias, dê descanso ao seu dinheiro
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
