Entrar no ensino superior é uma etapa importante. Mas, quando implica mudar de cidade, traz também novas despesas e decisões que não devem ser deixadas para a última hora.
É preciso encontrar alojamento, pagar propinas, organizar as deslocações e garantir dinheiro para alimentação, materiais académicos e imprevistos. Em alguns casos, uma bolsa de estudo ou um apoio ao alojamento pode aliviar uma parte significativa destes encargos.
Neste guia, explicamos que apoios existem, quais são as principais regras para o ano letivo de 2026/2027 e como preparar um orçamento realista para estudar longe de casa.
Universidade longe de casa: O que deve preparar primeiro?
Se vai estudar numa universidade longe de casa, comece por confirmar cinco pontos: quanto pode gastar por mês, onde vai viver, se pode pedir bolsa de estudo, que transportes terá de utilizar e que despesas terá de pagar antes do início das aulas.
Esta preparação deve incluir:
- Propinas, matrícula e outros encargos da instituição;
- Renda, caução e despesas da casa;
- Alimentação;
- Transportes locais e viagens à residência habitual;
- Livros, computador e restantes materiais;
- Saúde, comunicações e despesas pessoais;
- Uma margem para imprevistos.
Também deve verificar os prazos de candidatura à bolsa de estudo. Para o ano letivo de 2026/2027, o período normal decorre, excecionalmente, entre 14 de agosto e 2 de outubro de 2026. Quem se inscrever depois desta data pode apresentar o pedido nos 20 dias úteis seguintes à inscrição. As candidaturas entregues entre 3 de outubro de 2026 e 31 de maio de 2027 podem dar direito a um apoio proporcional.
Onde ficar a viver?
O principal desafio de estudar longe de casa – face à escalada dos preços do imobiliário – é encontrar um lugar para viver. Esta O alojamento tende a ser a maior despesa de um estudante deslocado. Por isso, deve começar a procurar assim que souber em que instituição ficou colocado.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu 9,46 euros por metro quadrado, no primeiro trimestre de 2026. Este valor representa uma subida homóloga de 9,1%. Trata-se, contudo, de um indicador relativo a habitações e não ao preço específico de quartos para estudantes.
As principais opções de alojamento são:
Opção | Principais vantagens | Cuidados a ter |
Residência pública | Preço mais baixo e proximidade da instituição | As vagas são limitadas e atribuídas por candidatura |
Residência privada | Pode incluir água, eletricidade, internet, limpeza ou lavandaria | Confirme tudo o que está incluído no preço |
Quarto arrendado | Custo geralmente inferior ao de uma casa completa | Exija contrato e recibos de renda |
Casa partilhada | Permite dividir renda e despesas | Defina previamente regras e responsabilidades |
Casa completa | Mais privacidade e autonomia | Implica renda, caução, contratos e mais despesas |
Compra de casa | Pode criar património a longo prazo | Exige capitais próprios ou acesso a financiamento |
Se for bolseiro e precisar de viver fora da residência habitual, pode candidatar-se a uma residência dos Serviços de Ação Social da instituição.
Para efeitos dos apoios sociais, considera-se deslocado o estudante que, por causa da distância ou da inexistência ou incompatibilidade dos transportes públicos, precisa de residir na localidade onde frequenta o curso ou numa zona próxima.



