Portugal tem o hábito de chegar um pouco mais tarde às grandes tendências globais. Mas isso não significa que esteja parado. Muitos fenómenos que antes pareciam distantes já estão em marcha no nosso país. Reconhecê-los não é motivo de alarme, é uma oportunidade. Porque quanto mais cedo nos prepararmos, melhor saberemos responder. E, quem sabe, até liderar.
Habitação: Da taxa variável à eficiência energética
Durante décadas, o crédito à habitação em Portugal foi sinónimo de taxa variável. Mas essa era está a mudar. Em 2024, mais de 80% dos novos contratos passaram a ser de taxa mista, com um período inicial fixo. É o reflexo direto da volatilidade das taxas de juro e da necessidade de previsibilidade por parte das famílias.
Ao mesmo tempo, a Europa impôs metas ambiciosas para a renovação energética dos edifícios. Até 2030, os 16% piores edifícios não residenciais terão de ser renovados; até 2033, serão 26%. Isto significa que a eficiência energética deixará de ser um “extra” e passará a ser um critério central na valorização dos imóveis e no acesso a financiamento verde. O mercado vai mudar, e quem não se adaptar, ficará para trás.
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