Finanças pessoais

10 estratégias para poupar mais

Conheça neste artigo estratégias para poupar mais. Acredite que se podem vir a tornar-se as melhores amigas da sua carteira.

Chega ao fim do mês e sente que não consegue poupar mais? Sente que lhe faltam estratégias para tal? Este artigo pretender ser um guia prático de poupança com dicas para guardar na algibeira, sem recorrer a fórmulas complicadas.

1. Definir objetivos

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Tal como na vida, definir objetivos de poupança é uma estratégia para poder poupar mais. Faça-o utilizando contas ou mealheiros diferentes destinados a cada objetivo. Pode ser fazer uma viagem, comprar uma peça de roupa nova ou até objetivos de longo prazo como remodelar a casa.

Recomendamos que não tenha mais que dois ou três objetivos para não se dispersar ou perder o interesse nesta tarefa. Mais importante da quantidade que consegue poupar diariamente ou mensalmente para esse objetivo, é não perder o foco e manter um ritmo de poupança constante. Não desista!

Leia ainda: As diferentes formas de poupar

2. Eliminar gastos desnecessários

Tudo conta para poupar, até mesmo aqueles gastos que parecem inofensivos e insignificantes. Lembre-se que poderia alocar esses valores a poupar para os seus objetos.

Por exemplo, pode cancelar a assinatura de um serviço que nunca ou raramente usa, como uma revista, o ginásio ou uma subscrição televisiva. Pode ainda negociar um tarifário para o telemóvel que esteja mais adequado à sua utilização.

No fim, o objetivo é sempre evitar pagar por coisas que já não utiliza e que só estão a aumentar os gastos no final do mês.

3. Ter um orçamento familiar

Para poder saber o que está a mais e onde cortar, o que ganha e o que gasta, o melhor é por tudo em cima da mesa. Faça um orçamento familiar. Pegue num papel e numa caneta e anote tudo. Desde as despesas fixas e variáveis, os rendimentos, a mesada do filho e até mesmo os cafés. Recomendamos que envolva toda a família nesta tarefa. Desta forma será mais fácil delimitar as despesas fixas, aquelas paga todos os meses e separar as que são essenciais das que não são.

4. Fazer uma lista de compras e cumpri-la

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Um sério obstáculo à poupança são as compras por impulso, uma armadilha que pode, por exemplo, encontrar no supermercado. Se não estiver prevenido pode cair na tentação de comprar algo que não precisa assim tanto. Pode também ser mais facilmente seduzido por promoções que podem não lhe convir.

Uma forma de evitar cair nestas e em outras "armadilhas" de marketing é levar consigo uma lista de compras. Assim, sabe exatamente o que lhe faz falta e evita passear pelos corredores. Não perdendo tempo e evitanto cair em tentações.

Leia ainda: Um guia para poupar no supermercado: melhores compras, mais poupança

5. Poupar 20 cêntimos por dia

Pode poupar 10, 20, 50 cêntimo ou 1 euro. O importante é estabelecer um compromisso consigo próprio de, todos os dias, por uma moeda no mealheiro. Por exemplo, 20 cêntimos parece uma quantia irrisória, mas, no fim do mês, terá mais 6 euros extra. Continua a parecer-se pouco? Se o fizer durante 12 meses, terá 72 euros no fim do mês. Se conseguir poupar um pouco mais, um euro por dia, no fim do ano terá 360 euros à sua espera.

6. Moedas à semana e notas ao fim de semana

Esta é outra estratégia de poupança que, tal como o compromisso de poupar uma quantia fixa por dia, também pode aplicar para poupar mais. E como funciona? É muito simples. Trata-se de poupar uma quantia menor nos dias de semana e subir a fasquia desse valor no fim de semana. Por exemplo, pode poupar 50 cêntimos durante a semana e, durante o fim de semana, pode comprometer-se a poupar 5 euros. Podem não ser todos os fins de semana, mas procure criar uma regra que faça sentido para si e para o seu bolso.

E onde vai encontrar dinheiro para alimentar este seu compromisso? Pode ser no troco que recebe das compras, do café ou de algum artigo que tenha comprado mais barato.

Leia ainda: Pagar em dinheiro, cartão, MBWAY ou cheque: o que fica mais caro?

7. Separar as poupanças da conta geral

Manter as poupanças na mesma conta que utiliza todos os dias para pagar contas ou que esteja associada ao cartão de crédito, pode não ser a melhor estratégia para poupar mais. Isto porquepode ser mais fácil fazer uma compra por impulso ou desnecessária já que tem esse dinheiro "extra" na conta.

Para não correr riscos o melhor é manter o dinheiro que quer poupar a salvo em outra conta.

8. Usar a regra dos 10 segundos

Mais que pensar duas vezes esta regra sugere que respire fundo e pense, durante aproximadamente 10 segundos, se precisa mesmo fazer essa compra. Se não conseguir encontrar resposta, provavelmente, a compra não é necessária. .

Leia ainda: A regra dos 10 segundos para evitar compras por impulso

9. Comprar em segunda mão

Pode conseguir poupar mais se optar por comprar alguns produtos em segunda mão. E não é só a sua carteira. Comprar em segunda mão é uma excelente estratégia para combater o desperdício e poupar o ambiente. Além disso comprar em segundo mão até está na moda. A prova disso é o crescimento das lojas de produtos em segunda mão nos mais diversos setores, desde roupa às peças para automóveis. Claro que também pode optar por vender coisas que já não queira. Terá outra fonte de receita.

Leia ainda: Se tem roupa que já não usa, saiba onde e como pode vendê-la

10. A regra dos 50-30-20

De acordo com esta fórmula, 50% do orçamento deve ser destinado às despesas essenciais como renda, água, luz, gás, alimentação e transportes. Já 30% será o valor máximo que pode destinar a despesas não essenciais, como a Netflix, jantares fora, viagens, comprar roupa nova ou um perfume. Normalmente é nesta fatia de despesas que podem estar camuflados, os gastos desnecessários referidos acima.

A última parte da fórmula diz respeito à percentagem do seu orçamento que deve guardar e não gastar. Segundo a fórmula são 20%, mas não se assuste. Se não conseguir poupar 20% do seu dinheiro por mês, poupe 10% ou 5% e, se possível, aumente essa quantia gradualmente.

Estas percentagens podem ser flexíveis e deve adaptá-las à sua realidade concreta, tendo a noção que deve sempre tentar fazer a gestão orçamental mais equilibrada possível.

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