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O Simulador de Poupança ajuda a transformar uma intenção num plano financeiro. Basta indicar quanto pretende juntar para o seu objetivo, o dinheiro que já tem disponível, o prazo e a taxa de retorno estimada para descobrir o valor que terá de reservar todos os meses.

A ferramenta pode ser usada para preparar a entrada de uma casa, criar um fundo de emergência, complementar a reforma ou financiar uma viagem. Também permite testar vários cenários e perceber como o prazo e os rendimentos gerados pela poupança podem alterar o esforço mensal.

O que é e para que serve o Simulador de Poupança?

O Simulador de Poupança calcula quanto precisa de guardar por mês para atingir um determinado montante dentro do prazo que definiu. O resultado tem em conta o capital inicial, a duração da poupança, a taxa média de retorno e a eventual capitalização dos rendimentos.

Esta projeção permite avaliar se o objetivo é compatível com o orçamento familiar. Caso o esforço mensal seja demasiado elevado, pode aumentar o prazo, reduzir o montante pretendido ou testar outra taxa de retorno. Desta forma, consegue ajustar o plano antes de começar a poupar.

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Como usar o Simulador de Poupança?

Para fazer uma simulação, deve começar por definir o valor que pretende alcançar. De seguida, indique quanto dinheiro já tem para esse objetivo e o número de anos disponíveis. Mesmo que ainda não tenha qualquer capital acumulado, pode inserir zero como montante inicial.

Terá ainda de indicar uma taxa média anual de retorno e escolher se os rendimentos serão reinvestidos. A taxa deve ser realista e introduzida antes de impostos. Como não é possível antecipar o desempenho futuro de uma poupança ou investimento, o resultado deve ser interpretado como uma estimativa.

  1. Introduza o montante que pretende atingir.
  2. Indique o capital inicial disponível.
  3. Defina o prazo em anos.
  4. Insira uma taxa média anual de retorno.
  5. Escolha se existe capitalização de rendimentos.
  6. Indique a frequência da capitalização.
  7. Consulte o valor mensal necessário e teste outros cenários.

Como são calculados os resultados?

O simulador cruza todos os dados introduzidos para estimar o esforço mensal necessário. No final, apresenta o valor a poupar todos os meses, o capital total investido e a parte do objetivo que poderá resultar dos rendimentos gerados ao longo do período.

Quando existe capitalização, os rendimentos são reinvestidos e passam a gerar novos rendimentos. Este efeito pode reduzir a quantia que terá de sair diretamente do seu orçamento. O impacto tende a ser maior quando o prazo é longo, uma vez que o dinheiro permanece investido durante mais tempo.

Quanto precisa de poupar para cada objetivo?

Os exemplos seguintes mostram como o simulador de poupança pode ser aplicado a diferentes metas. Todos partem do princípio de que existe capitalização, embora os prazos, o capital inicial, a taxa média de retorno e a frequência de capitalização sejam diferentes.

Os resultados revelam que não existe um valor mensal adequado a todas as situações. Duas pessoas com o mesmo objetivo podem precisar de poupar quantias distintas, dependendo do dinheiro que já acumularam, do tempo disponível e do retorno considerado na simulação.

Objetivo

Valor pretendido

Capital inicial

Prazo (em anos)

Retorno médio

Capitalização

Poupança mensal

Total investido

Rendimentos estimados

Entrada para uma casa

30.000 €

5.000 €

10 anos

2,7%

Sim, anual

173,01 €

25.760,69 €

4.239,31 €

Entrada para uma casa

30.000 €

4.000 €

10 anos

4%

Sim, anual

167,13 €

24.055,65 €

5.944,35 €

Complemento de reforma

150.000 €

3.000 €

30 anos

4,6%

Sim, anual

185,92 €

69.930,61 €

80.069,39 €

Complemento de reforma

100.000 €

2.000 €

30 anos

3%

Sim, anual

166,66 €

61.996,62 €

38.003,38 €

Fundo de emergência

9.000 €

1.000 €

3 anos

1,8%

Sim, semestral

215,77 €

8.767,88 €


232,12 €

Fundo de emergência

9.000 €

500 €

5 anos

1,8%

Sim, semestral

134,96 €

8.597,33 €

402,67 €

Férias ou outra compra

3.500 €

1.500 €

2 anos

2%

Sim, trimestral

79,39 €

3.405,26 €

94,74 €

Juntar 30.000 euros para a entrada de uma casa

Uma pessoa que já tenha 5.000 euros e pretenda chegar aos 30.000 euros em dez anos terá de poupar cerca de 173,01 euros por mês, considerando um retorno médio de 2,7% e capitalização anual. Ao longo do período, investirá 25.760,69 euros, dos quais 4.239,31 euros correspondem a rendimentos.

Num segundo cenário, o capital inicial desce para 4.000 euros, mas a taxa média de retorno sobe para 4%. O valor mensal necessário baixa para 167,13 euros. O total investido será de 24.055,65 euros, enquanto os rendimentos estimados atingem 5.944,35 euros.

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Preparar a reforma exige tempo e consistência

Para alcançar um complemento de reforma de 150.000 euros em 30 anos, partindo de 3.000 euros, seria necessário poupar 185,92 euros por mês. A simulação considera um retorno médio de 4,6% e capitalização anual. O valor investido diretamente seria de 69.930,61 euros, enquanto os rendimentos representariam 80.069,39 euros.

Se o objetivo for de 100.000 euros, com um capital inicial de 2.000 euros e um retorno médio de 3%, a poupança mensal estimada desce para 166,66 euros. Ao fim de 30 anos, 61.996,62 euros teriam sido investidos e 38.003,38 euros resultariam dos rendimentos acumulados.

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Prazo mais longo pode aliviar a criação do fundo de emergência

Para criar um fundo de emergência de 9.000 euros em três anos, começando com 1.000 euros, seria necessário reservar cerca de 215,77 euros por mês. Com um retorno médio de 1,8% e capitalização semestral, os rendimentos estimados seriam de 232,12 euros.

Ao aumentar o prazo para cinco anos, a mensalidade necessária baixa para 134,96 euros, mesmo que o capital inicial seja de apenas 500 euros. Mantendo uma taxa média de 1,8%, com capitalização trimestral, os rendimentos sobem para 402,67 euros.

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Uma meta de curto prazo também beneficia de planeamento

Quem já tenha 1.500 euros e queira juntar 3.500 euros para umas férias ou outra compra dentro de dois anos terá de poupar 79,39 euros por mês. A simulação considera um retorno médio anual de 2%, com capitalização trimestral.

Neste cenário, o montante total investido seria de 3.405,26 euros e os rendimentos estimados chegariam aos 94,74 euros. Embora o efeito da rentabilidade seja reduzido num prazo curto, a simulação permite antecipar o esforço e evitar que a despesa tenha de ser financiada através de crédito.

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Os resultados do simulador de poupança são garantidos?

Não. O Simulador de Poupança apresenta uma projeção baseada nos dados introduzidos. A taxa de retorno é uma estimativa e pode não se concretizar, sobretudo quando o dinheiro está aplicado em produtos cujo valor ou rendimento varia ao longo do tempo.

Também deve considerar eventuais impostos, comissões e outros encargos, uma vez que a taxa é inserida antes da tributação. Vale a pena repetir a simulação com hipóteses mais prudentes e comparar vários prazos, garantindo que o valor mensal escolhido cabe no orçamento sem comprometer as despesas essenciais.

Perguntas frequentes

Sim. Se ainda não tiver dinheiro reservado para o objetivo, deve introduzir zero no campo do capital inicial. O simulador calcula quanto terá de poupar mensalmente desde o início. Contudo, começar com algum dinheiro reduz o esforço mensal, porque esse valor também pode gerar rendimentos ao longo do prazo definido.

A taxa bruta corresponde ao rendimento antes da dedução de impostos, comissões e outros encargos. A taxa líquida mostra aquilo que o aforrador recebe depois desses custos. Como o simulador utiliza uma taxa antes de impostos, o montante efetivamente acumulado pode ser inferior ao resultado apresentado, dependendo do produto escolhido e da tributação aplicável.

A frequência de capitalização indica com que regularidade os rendimentos são acrescentados ao capital investido. Pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual. Depois de integrados no capital, esses rendimentos também podem gerar novos rendimentos. Quanto mais frequente for a capitalização, maior poderá ser o efeito dos juros compostos, mantendo-se os restantes dados.

Não. O simulador apresenta o valor nominal que poderá acumular, mas não calcula a perda de poder de compra provocada pela inflação. Por exemplo, 20.000 euros daqui a dez anos poderão comprar menos bens e serviços do que atualmente. Nos objetivos de longo prazo, deve rever o montante pretendido ao longo do tempo e ajustá-lo à evolução dos preços.

Não. A taxa introduzida representa uma estimativa média anual e não uma garantia de rendimento. Alguns produtos oferecem uma taxa conhecida durante um período, enquanto outros podem gerar retornos variáveis ou até perdas. Para evitar expectativas demasiado otimistas, deve testar vários cenários, incluindo uma taxa mais baixa ou igual a zero.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

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