Acontece todos os anos. Entre alunos e professores deslocados, há sempre quem tenha de ir para longe de casa para aprender ou ensinar. Os desafios são vários, uma vez que não basta encontrar um alojamento em boas condições. É preciso que a renda seja acessível e não comprometa o orçamento familiar.
Atualmente, os professores já podem contar com algumas ajudas do Estado quando vão dar aulas a mais de 70 quilómetros da residência habitual. Como opção mais em conta, os alunos têm as bolsas e as residências universitárias geridas pelos serviços de ação social das universidades, mas os quarto são poucos e apenas uma minoria consegue beneficiar.
Afinal, quanto podem esperar pagar os alunos e professores deslocados?
Rendas subiram 9,1% no 1.º trimestre de 2026
De acordo com o INE, no primeiro trimestre de 2026, a renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal foi 9,46 euros por m2, uma subida de 9,1% em relação ao mesmo período de 2025. Sem grande surpresa, o concelho com a renda mediana mais alta é Lisboa, com um valor de 17,42 euros/m2. Ou seja, uma casa de 50 m2 custa quase cerca de 870 euros por mês e uma de 100 m2 tem uma renda mediana a rondar os 1.742 euros.
Este número é especialmente relevante tendo em conta que a zona de Lisboa tem sido, nos últimos anos, uma daquelas com mais falta de professores.
De resto, os valores por m2 nos restantes sete concelhos da Grande Lisboa com dados disponíveis (renda mediana de 14,38 euros/m2) são os seguintes:
- Amadora: 12,99 euros
- Cascais: 16,43 euros
- Loures: 11,73 euros
- Odivelas: 12,28 euros
- Oeiras: 15,47 euros
- Sintra: 11,24 euros
- Vila Franca de Xira: 10,93 euros
Na Área Metropolitana do Porto, a renda mediana no primeiro trimestre foi de 10,13 euros/m2, tendo o concelho do Porto um valor de 14,60 euros.
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