Olhando para os dados sobre a educação em Portugal, o ensino obrigatório tem a duração de 12 anos, um ano a mais do que a média da OCDE que é de 11 anos. Embora exista uma evolução no número de jovens entre os 25 e os 34 anos que completaram o ensino secundário, ainda há 18% dos jovens sem esta qualificação. A percentagem diminuiu 12 pontos percentuais entre 2016 e 2023, mas está 4 pontos percentuais acima da média da OCDE.
Atualmente, os adultos sem qualificação do ensino secundário enfrentam mais dificuldades no mercado de trabalho. Com base no relatório Education at a Glance 2024 sobre Portugal, é possível perceber as desigualdades que existem no acesso ao mercado de trabalho e que as mulheres sem o ensino secundário têm mais dificuldades em trabalhar em comparação aos homens.
Estas são apenas algumas conclusões sobre as características do sistema educativo e da equidade na educação em Portugal, com base no relatório Education at a Glance 2024.
Jovens sem o ensino secundário enfrentam mais dificuldades no acesso ao mercado de trabalho
Como referido, o acesso ao mercado de trabalho para quem não conclui o ensino obrigatório é mais complicado. Segundo o relatório Education at a Glance 2024, 72% dos jovens entre os 25 e os 34 anos sem o ensino secundário estão empregados. Já 85% dos jovens nesta faixa etária que têm o ensino secundário ou prosseguiram os estudos universitários estão empregados.
Ou seja, a nível de empregabilidade existe uma diferença de 13 pontos percentuais entre quem não tem o ensino secundário e quem completou este grau de ensino.
Porém, a taxa de jovens que não estão empregados, nem a estudar ou a receber formação, diminuiu na maioria dos países da OCDE. E aqui, Portugal não foi exceção. Esta taxa caiu de 18,3% para 13,2% entre 2016 e 2023.
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