Quando compra uma casa recorrendo a um crédito habitação, é bem provável que a prestação do seu crédito passe a ser a fatura mais elevada que tem de pagar mensalmente.
No entanto, consoante o tipo de condições acordadas no seu contrato, há a possibilidade de reduzir este encargo. E muitas vezes a solução está em renegociar as suas condições, e tentar reduzir o spread aplicado ao seu crédito habitação. Afinal, os spreads no crédito habitação têm vindo a baixar nos últimos anos.
Por exemplo, se contratou um crédito habitação entre 2011 e 2016, é normal que esteja a pagar um valor mais elevado face aos spreads dos dias de hoje. Atualmente é possível obter spreads no crédito habitação de 0,85%.
Este valor de taxa pode não estar acessível a todos os titulares e contratos de crédito habitação. Mas se existem bancos a oferecer spreads no crédito habitação mais baixos, não perde nada ao tentar obter melhores condições.
Além disso, tendo em conta a subida da Euribor, mesmo que o banco ofereça uma pequena redução no seu spread, esta alteração pode ajudá-lo a diminuir o impacto da subida dos juros no seu orçamento familiar.
Assim, caso pretenda baixar os encargos e ter uma folga financeira no seu orçamento, perceba como funcionam os spreads no crédito habitação para conseguir renegociar as suas condições contratuais. Perceba ainda a evolução dos spreads nos últimos anos e saiba se é possível obter spreads no crédito habitação de 0,85% em todos os bancos.
A evolução dos spreads no crédito habitação nos últimos anos

Se olharmos para a história das taxas de juro médias no crédito habitação desde a última crise financeira até aos dias de hoje, deparamo-nos com subidas e descidas acentuadas. Antes da última crise financeira em 2008, era normal os bancos aplicarem spreads muito baixos, na ordem dos 0,5%. Aliás, nessa altura, chegaram a existir bancos a conceder créditos com um spread de 0,1%. Mas esse é um cenário longínquo que provavelmente não se voltará a aplicar aos contratos de crédito habitação.
Afinal, poucos anos mais tarde, em 2012, as taxas de juro médias no crédito habitação atingiram o seu valor mais elevado. Nesse ano, Portugal estava sob o resgate financeiro da troika, e a concessão de crédito era muito escassa. Para ter uma noção, quem comprou casa nesse período através de um crédito habitação acabou por ter uma taxa de juro na ordem dos 4%. Isto porque a taxa de juro média praticada chegou mesmo a atingir os 4,68% (spread+ indexante).
No entanto, nos anos seguintes, a tendência inverteu-se e as taxas de juro médias começaram a baixar. Quase no final de 2015, a taxa média encontrava-se nos 2,16%. Mas a descida não ficou por aqui.
Num período em que as taxas de juro estavam muito baixas (com as taxas Euribor em valores negativos), e a economia a dar sinais de recuperação, o sistema financeiro começou a praticar condições de concessão de crédito mais atrativas.
Em 2020 muitos bancos financiaram a compra de casa com juros na ordem de 1%, um valor que inclui Euribor e indexante. Neste ano, houve mesmo bancos a oferecerem spreads mínimos de 0,95%.
Em 2022, voltamos a assistir a reduções nos spreads oferecidos. Em termos médios, hoje em dia há uma relativa facilidade em conseguir spreads iguais ou inferiores a 1% na maioria das operações. Contudo, tudo vai depender do perfil do cliente e do financiamento.
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