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Crédito Revolving: saiba o que é e como funciona

O Crédito Revolving é uma diferente forma de crédito, saiba do que se trata e algumas desvantagens que deve ter em conta na sua utilização.

Rui Aspas Rui Aspas , 2 Outubro 2019

A introdução de novas tecnologias no mercado financeiro apresentou diferentes e novas alternativas para os clientes. São uma forma rápida e fácil de poder gerir algumas operações bancárias do dia-a-dia.

Uma das evidências que aconteceu com esse aumento prendeu-se com o aparecimento e uso regular dos cartões de crédito e débito.

Por norma, estes cartões contemplam já planos financeiros personalizados e adequados à realidade de cada cliente, como forma de dar resposta às facilidades que os mesmos reivindicam como planos de pagamento, pagamentos de valores com taxa fixa, comissões acessíveis e diversas. 

Para além de poder usufruir de novas modalidades associadas ao crédito, como é o caso dos créditos revolving. 

O que é o crédito revolving?

O crédito revolving consiste no tipo de crédito que é concedido através de um cartão com prazo de renovação ou o chamado revolving

Na prática, de cada vez que o utilizador usa o cartão e optar pelo reembolso do valor utilizado no cartão mais tarde, fica novamente com uma disponibilidade de linha de crédito, que, por norma, costuma ter como referência o valor do plafond máximo atribuído ao cartão.  

Como funciona?

O crédito revolving vai-se renovando consoante o pagamento da dívida é efetuado, assim como os respetivos juros associados. Este género de crédito é fornecido pela instituição bancária, que o concede ao cliente, possuindo este um limite disponível para a sua utilização, durante um determinado período de tempo.  

Regra geral, cabe ao titular do cartão com crédito revolving definir o valor mensal de uso, assim como o seu cancelamento. 

Esta é uma das principais diferenças para os créditos habituais, uma vez que nestes últimos cabe ao banco estabelecer uma taxa de juro e montante mensal obrigatório que o seu usuário tem de pagar. 

No que à cobrança de juros diz respeito, o crédito revolving tem uma taxa de juro superior aos dos créditos usuais, uma vez que a cobrança por parte do banco neste campo é geralmente mais elevada. 

Ler mais: Verifique as taxas de usura para saber quanto vai pagar de juros

Ainda assim, este tipo de sistema costuma ser muito funcional quando estamos na presença de execução de projectos de vida com custos altos, como por exemplo viagens

Esta modalidade de crédito oferece também a possibilidade de cancelamento dos valores que já tenham sido despendidos num determinado mês, o que significa que as amortizações a efetuar estão sempre ajustadas às aquisições e despesas efetuadas.  

Benefícios

Com o crédito revolving o cliente pode optar pelo fracionamento dos pagamentos, não sendo necessário o seu cancelamento total. Sempre que pretender cancelar todas as quotas que estão definidas neste crédito fica de imediato com uma nova disponibilidade de crédito associada;

Este crédito é especialmente concebido para gastos elevados, o cliente não tem de efetuar um crédito pessoal para complementar os gastos que eventualmente venha a ter. Também permite que os pagamentos sejam feitos de forma diferida, não existindo por isso um prazo fixo no que às amortizações diz respeito. 

Desvantagens 

  • Apesar da facilidade de subscrição, é considerado um tipo de crédito caro;
  • A TAEG, isto é, a taxa de juros que engloba todos os encargos relacionado com esta modalidade de crédito, chega a ser de 20% em alguns casos, o que constituiu um enorme custo para o consumidor;
  • Quanto mais tempo demorar a saldar a dívida, mais caro lhe vai ficar o crédito pois ao prolongamento do prazo de liquidação, acresce mais juros. Em termos práticos, suponhamos que ao abrigo desta modalidade de crédito o cliente decide assumir um empréstimo de 1000 euros, pedido à entidade bancária estes 1000 euros de empréstimo solicitados com um prazo de um ano. Assim, vai custar cerca de 200 euros a mais, tendo em conta todas as taxas de juro e encargos associados 

Ler mais: TAN e TAEG: Quais as diferenças?

O crédito revolving pode ser adequado a quem pretender investir num produto financeiro especialmente concebido para fazer face a despesas maiores, sem a necessidade de descapitalizar o seu orçamento familiar. 

Saiba que uma das melhores maneiras de rentabilizar o uso deste crédito é elevar a sua quota mensal, uma vez que se ela estiver em valores mais baixos o prazo para pagamento da dívida e respetivos juros, é alargado. 

Leia ainda: Crédito Pessoal: que tipos de crédito existem?

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