A subida de juros do Banco Central Europeu (BCE) desde 2022 tem tido um impacto significativo nas prestações do crédito habitação. Mas não é o único destino de financiamento a registar aumentos nas taxas de juro. Nas diferentes modalidades de crédito ao consumo as taxas também estão a registar subidas expressivas.
Quem contratar um crédito pessoal, sem uma finalidade específica, pode ter uma proposta com uma taxa de juro de 15,8%. Já a utilização de um cartão de crédito pode implicar o pagamento de uma taxa de juro de 19,2%, de acordo com o Banco de Portugal.
Estes são dois exemplos das taxas de juro máximas que podem ser praticadas no terceiro trimestre deste ano e que correspondem aos valores mais altos desde, pelo menos, 2015.
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Banco de Portugal determina taxas máximas
Ao contrário de um crédito habitação, cujas taxas de juro são fixadas tendo em consideração as taxas Euribor ou um swap, o crédito ao consumo rege-se por taxas máximas definidas pelo Banco de Portugal trimestralmente. Os valores são definidos tendo em consideração o que foi praticado no trimestre anterior.
Apesar de a ligação entre o BCE e o crédito ao consumo não ser direta, a verdade é que a subida de juros por parte do banco central tem influência em todos os tipos de crédito. Com a subida de juros, as instituições financeiras também têm um aumento dos encargos para se financiarem e isso é refletido nas condições de financiamento das famílias.
De uma forma transversal, as taxas de juro no crédito ao consumo estão a subir desde 2023, com os juros dos diferentes destinos de financiamento a atingirem níveis que já não se verificavam há anos.
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