Finanças pessoais

Débitos diretos: sim ou não?

Os débitos diretos são um recurso com diversas, mas poderão ter um impacto negativo nas nossas finanças? Esclareça as suas dúvidas com a ajuda deste artigo.

Pedro Pais Pedro Pais , 1 Junho 2009 | 25 Comentários

Os débitos diretos são uma forma prática e automática de pagar contas recorrentes (água, gás, eletricidade, entre outras), mas serão uma boa ideia para quem quer gerir eficazmente as suas finanças pessoais?

Os débitos diretos representam as seguintes vantagens:

  • Comodidade; 
  • Segurança; 
  • Potencial de poupança. 

Leia ainda: Como pode poupar no envio da Fatura Eletrónica e no Débito Direto

Comodidade

Ao automatizar os pagamentos recorrentes vai poupar tempo e paciência, que pode utilizar noutras atividades de maior valor acrescentado ou de lazer. Se contabilizar o tempo que demora a pagar cada uma das contas (nunca menos de 5-7 minutos por cada) e comparar isso com os 5 minutos que vai passar a necessitar para conferir o extrato bancário (confere o extrato, não confere?), vai rapidamente aperceber-se que pode ganhar muito tempo para si. 

Segurança 

Se pensa que os débitos diretos são uma carta branca para as empresas lhe cobrarem o que bem entendem, desengane-se: 

  1. Quando cria uma autorização de débito direto pode (e deve) colocar um limite por cada débito. Desta forma qualquer débito acima desse valor é automaticamente rejeitado pelo banco; 
  1. Se por acaso lhe cobrarem um valor que considera indevido, pode exigir ao seu banco que lhe credite a conta até 30 dias após o crédito, sem ter de dar qualquer explicação.

Potencial de poupança 

Automatizar os pagamentos é uma das vertentes de uma gestão financeira equilibrada (automatizar a poupança e os investimentos são outras, mas isso fica para um próximo artigo). Ao fazê-lo vai dispor de mais tempo para analisar os seus custos, sendo que certamente encontrará oportunidades de os baixar.

Adicionalmente, evitará o pagamento de multas e reativações de serviços porque se esqueceu de pagar alguma conta a tempo. 

Sugestões importantes 

Para que tudo corra bem com os débitos diretos, deixo-lhe as seguintes sugestões: 

  • Coloque sempre um limite de valor para as autorizações de débito direto que criar;
  • Não se esqueça de guardar 5 minutos por mês para confirmar que os débitos efetuados correspondem às faturas que lhe dizem respeito;
  • Garanta que a sua conta dispõe dos fundos necessários;
  • Se detetar alguma inconformidade numa fatura, mande cancelar imediatamente a autorização de débito direto e se a sua conta já tiver sido debitada peça ao banco para reverter a operação;
  • Não use os débitos diretos como forma de se esquecer das suas obrigações. Periodicamente verifique as suas contas e veja se é possível optar por alternativas mais baratas;

Já agora! Mantenha as suas finanças controladas nas compras na internet e leia o artigo "5 regras para proteger os seus cartões em compras online".

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25 comentários em “Débitos diretos: sim ou não?

  1. Facil na altura de subscrever. Experimentem tentar cancelar……
    A nova legislação é uma aberração ao dar unicamente ao prestador do serviço ou bem, a possibilidade de anular a ADC. O dono da conta não tem mais essa opção.
    Por mim dispenso.

  2. Olá Pedro,

    a página apontada pelo link “caderno de débitos directos do Banco de Portugal” já não existe. É possível actualizar?

    Obrigado.

  3. Ola a todos, tenho uma duvida, qual e a data em que o debito e realizado? a equivalente ao ultimo dia do prazo de pagamento da factura normal? obrigada