Poupança

7 passos para alcançar a liberdade financeira

Termos um nível de poupança confortável é essencial para uma vida mais tranquila. Conheça sete dicas que o vão ajudar a poupar.

Sara Antunes Sara Antunes , 28 Outubro 2020

Poupar implica muitas vezes sacrifícios, mas, acredite, compensa. Termos um fundo a que possamos recorrer numa altura de maior aperto é impagável. Neste artigo vamos abordar sete dicas para o ajudar a alcançar a liberdade financeira.

E se está a pensar: “não consigo poupar”, raramente é verdade. Podemos não conseguir poupar um valor que consideramos ser relevante. Mas o que interessa é poupar, mesmo que a poupança se resuma a 10 euros por mês. E já fez as contas de quanto é que isso significa no final do ano?

No âmbito do Dia Mundial da Poupança, preparámos uma página Especial Poupança, onde encontrará vários artigos, ideias e ferramentas de poupança. E neste artigo, vamos deixar sete dicas para o ajudar a alcançar a liberdade financeira.

1 – Pague-se a si primeiro

Todos os meses temos contas para pagar: a casa, a luz, a água, as telecomunicações, os transportes… Mas há uma que devia ser prioritária e que muitas vezes descuramos: a poupança. Ao criar uma poupança automática logo no início do mês é uma garantia de que nos pagamos a nós mesmos.

Faça contas e estabeleça um objetivo. Parta da ideia de que deve poupar 10% do seu rendimento. É certo que nem sempre é fácil. E 10% pode ser incomportável. Mas 10 euros consegue de certeza! A melhor forma de o fazer é “não ver” este dinheiro. Ou seja, agendar uma poupança automática em que logo no início do mês o dinheiro é transferido para outra conta, deixando de estar facilmente disponível.

2 – Faça o orçamento

Para ter uma noção do que pode ou não poupar, a primeira coisa a fazer é um orçamento. Quanto ganha e quais são as suas despesas? Esta pergunta deve ser respondida com detalhe. Não faça um orçamento por aproximação. Veja mesmo quanto gasta em água, em luz, com a casa, com a alimentação. Recolha a informação dos últimos meses e use-a para ter a ideia certa de qual é o seu orçamento.

E não se esqueça daquelas despesas que só aparecem uma vez por ano, como o IMI, o seguro do carro ou o regresso às aulas (no caso de ter filhos). Preparar o orçamento para o ano é meio caminho para conseguir ter uma vida financeira mais serena.

A partir daqui reveja as suas contas, o que pode eliminar, o que pode cortar e o que não é possível alterar.  

E, não se esqueça, a primeira rubrica do orçamento é a poupança. E esta não pode ser cortada, muito menos eliminada. Esta só pode ser aumentada.

Veja ainda: Introdução às Finanças Pessoais

3 – Use todos os extras para aumentar poupança

A maioria das pessoas recebe subsídio de férias e subsídio de Natal. Encare-os como extras e “distribua-os”, uma parte para aquilo a que se refere o nome, mas uma boa parte para a poupança. Assim, vai engordar o porquinho mealheiro de forma mais fácil e com menos esforço.

Além destes, se costuma receber reembolso de IRS pense em juntá-lo à sua poupança.

Não estamos com isto a dizer para não aproveitar estes “extras” e fazer algo ou comprar algo de que tanto gosta, mas que não consegue ao longo do ano. Aproveite. Até porque se não conseguirmos tirar algum proveito do esforço do nosso trabalho, não há muita motivação para a poupança. A recomendação é que não o gaste todo. Guarde uma parte, se conseguir, guarde uma boa parte.

Leia ainda: Dicas para gerar poupança nas diferentes fases da vida

4 – Poupe por objetivos

Poupar só por poupar pode não ser muito aliciante. Por isso, estabeleça objetivos. Para começar, crie uma poupança para fazer face a despesas de 6 meses. Ou seja, quais são os seus encargos mensais? Pois bem, multiplique por seis. Este será o valor que precisa de ter de parte para conseguir ter um pé de meia que lhe permita contornar com tranquilidade uma quebra de rendimentos.

A seguir pense no que gostava mesmo de ter ou fazer: uma viagem? Comprar uma bicicleta ou um carro? Quanto é que custa? É esse dinheiro que terá de juntar. Quanto precisa de poupar todos os meses para atingir este objetivo no prazo que deseja?

Se estabelecer objetivos concretos será mais fácil poupar.

Leia ainda: Conheça a técnica do envelope e organize as suas finanças

5 – Nem sempre poupar gera poupança

Às vezes poupamos em coisas que na verdade vão implicar custos maiores. Não “gastar” num seguro de saúde, por exemplo, é uma das coisas que não deve fazer se quiser poupar. Mas há mais: coisas como adiar a ida à oficina com o seu automóvel para fazer uma revisão regular, ou ir ao dentista regularmente, estão entre as “poupanças” que acabam por sair caras. Assim como comprar eletrodomésticos pouco eficientes energeticamente. São baratos quando comprados, mas ao longo do tempo vão implicar maiores gastos com a eletricidade ou a água.

Neste ponto é caso para dizer que o barato sai caro. Por isso, pense bem antes de comprar algo ou antes de evitar gastar dinheiro. Porque pode estar a poupar para depois gastar bastante mais.

6 – Ponha os seus filhos a poupar

Se tem filhos, prepare-os para a vida adulta. E introduza conceitos de “financês”. Poupar é algo que devemos fazer desde cedo, porque quanto mais cedo o começarmos a fazer mais simples será. Se for algo a que nos habituamos desde cedo, será algo que faremos naturalmente.

Assim, se tiver filhos incentive-os a poupar. Qual a idade que deve dar dinheiro ao seu filho e ensiná-lo a poupar? Pode começar a incutir conceitos desde pequenos, mas só a partir dos 6 anos, quando começam a aprender a fazer contas, é que deverá fomentar algo regular.

Para os incentivar a poupar terá de lhes dar dinheiro. Quanto? Depende do tipo de gestão que quer que a criança faça. Terá de fazer esse orçamento, de forma a perceber quais os gastos que terá e que dinheiro terá de lhes dar.

E semanada ou mesada? Bem, isso dependerá da idade e das próprias crianças. Se for uma criança com seis anos, por exemplo, o mais aconselhável é ser uma semanada. Isto porque é difícil uma criança tão nova conseguir fazer uma gestão de longo prazo. Já se estivermos a falar de um adolescente, já deve incentivar a que faça a gestão de uma mesada.

7 – Poupança gera poupança

Quando alcançamos uma poupança confortável – que nos permita recorrer em caso de necessidade – podemos começar a diversificar a poupança e tentar fazê-la crescer. E há várias formas de o fazer: pode pagar créditos que tenha a decorrer (poupará em juros e elimina uma despesa mensal) ou pode investir.

Sobre este último cenário, deve ter atenção ao seu perfil de investidor. Antes de avançar para um investimento deve informar-se sobre os riscos associados e avaliar se está preparado para correr esses riscos. Nunca pense que problemas só acontecem aos outros. Antecipe os vários cenários e perceba se está confortável com eles.

Se cumprir com algumas destas dicas vai ver que a poupança vai crescer, quase sem sentir. Por vezes temos de fazer sacrifícios, mas no final compensa, porque assim atingimos a liberdade financeira. E isto não tem preço.

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