Poupança

Alguns erros financeiros que não vai querer cometer

Sabe quais os erros financeiros comuns que pode estar a cometer e a custar-lhe imenso dinheiro? Conheça alguns erros e comece já a poupar.

Gastar demasiado dinheiro num carro, não ter um seguro de vida ou até mesmo não poupar para a reforma pode vir a ter consequências sérias na sua vida financeira. Saiba de alguns erros financeiros que deve evitar para garantir uma situação financeira estável e saudável.

Tomar decisões de forma impulsiva é um erro financeiro

Em qualquer situação em que tenha de fazer uma escolha importante, quase sempre é uma má ideia agir por impulso. Assim, se tomar decisões financeiras sem refletir atempadamente, pode estar a cometer erros financeiros sérios com os quais terá de lidar no futuro.

Sentir-se pressionado a tomar uma decisão não irá beneficiá-lo a longo prazo. Situações como a compra de uma habitação ou um casamento não são decisões fáceis. Estas têm um impacto significativo nas suas finanças. Por isso, reserve um tempo para analisar todas as opções e criar um plano financeiro para si, antes de tomar uma decisão financeira.

Não se lembrar onde tem o dinheiro

Um dos erros financeiros que, por vezes, algumas pessoas cometem é precisamente esquecerem-se onde têm o seu dinheiro. Isto pode acontecer caso possua diversas contas em bancos diferentes, ou tenha subscrito no passado certificados de aforro, ou até mesmo porque escondeu o dinheiro em casa, mas já não se lembra onde. Por vezes, pode até estar a pagar taxas por não haver movimento numa conta. No pior dos casos, devido às comissões de manutenção de conta, o saldo pode até ficar a negativo e, com isso, perder ainda mais dinheiro, pois tem de pagar ao banco se tal acontecer.

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Gastar demasiado numa habitação e num carro

Ao alugar ou a comprar a sua habitação, pode estar a gastar mais do que deveria mensalmente. Gastar apenas cerca de 30% dos seus rendimentos com a mensalidade do crédito à habitação, ou com a renda caso se trate de um arrendamento, é um bom princípio. No entanto, enquanto proprietário de uma habitação, existem muitos outros fatores que também deve ter em consideração, como as despesas de manutenção ou custos relacionados com reparações urgentes.

Assim, no momento em que decidir onde irá morar, deve considerar a área e a localização geográfica que necessita e lembrar-se que o tamanho e a localização vão influenciar o valor do imóvel e isso terá impacto na prestação do crédito, mas também noutros encargos, como os seguros.

Da mesma forma, torna-se importante avaliar os impactos financeiros na hora de comprar um carro. Assim, compare as taxas existentes no mercado e garanta que o valor do empréstimo está dentro do seu orçamento.

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Não pagar as dívidas atempadamente

Infelizmente, muitos portugueses enfrentam dificuldades para pagar as suas dívidas. Uma pequena dívida até pode ser boa para manter um bom histórico de crédito (desde que nunca falhe os pagamentos). No entanto, dívidas excessivas e faltas de pagamento podem efetivamente ter um impacto desastroso na sua vida financeira. É aqui que começam os problemas financeiros. Por isso, deve definir um plano para pagar as suas dívidas, especialmente um que lhe permita pagar mais do que o valor mínimo devido a cada mês. 

Além disso, se já estiver numa melhor situação financeira, irá tornar-se mais simples e fácil renegociar os seus créditos (sejam estes associados a cartões, automóveis ou habitação) e garantir melhores condições de pagamento. Portanto, recomenda-se que tenha sempre um plano de ação que lhe permita pagar os encargos atuais, de forma a tornar a sua vida financeira novamente saudável e assim evitar dívidas no futuro.

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Ignorar oportunidades de um salário melhor

Um dos erros financeiros que pode afetar gravemente as suas finanças pessoais é escolher permanecer num emprego sem futuro. Isto pode prejudicá-lo financeiramente, porque não lhe dá espaço para progredir ou aumentar os seus rendimentos. Embora em certas situações possa até aceitar um emprego instável ou sem grande futuro, porque efetivamente necessita de trabalhar para pagar as suas despesas, deve ter sempre em mente um plano para conseguir um emprego melhor.

No entanto, antes de ter intenções de deixar o seu emprego atual, certifique-se que adquire as competências necessárias para encontrar um emprego que se adeque aos seus interesses. Assim, quando decidir que é altura de mudar, já estará preparado para encarar um novo desafio.

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Não ter um seguro de vida está entre os erros financeiros

Um seguro de vida muitas vezes pode parecer desnecessário, especialmente quando se é jovem. Além disso, por vezes pode parecer difícil ver o retorno de um seguro de vida, o que torna ainda mais difícil valorizá-lo e torná-lo numa prioridade para a maioria das pessoas. No entanto, independentemente disso, um seguro não deve ser encarado como algo opcional e desejável de se ter, mas sim como uma salvaguarda em situações críticas que, infelizmente, por vezes acontecem.

Um seguro de vida existe para proteger o seu património, incluindo a estabilidade financeira da sua própria família. Por exemplo, suponha que não poderia mais trabalhar devido a um acidente ou deficiência, ou até mesmo se falecesse repentinamente. Se estas situações não estiverem salvaguardadas, até as despesas habituais podem colocar as finanças de uma família (que até então eram saudáveis), em algo muito complicado de se resolver.

Embora possa ser difícil ver o valor imediato de um seguro de vida, é necessário. Não ter uma proteção adequada pode ser prejudicial para o seu próprio plano financeiro, mas também do seu agregado. Na pior das hipóteses, pode acabar por ter de gastar todas as suas poupanças para lidar com estas situações indesejáveis.

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Adiar as poupanças para a reforma

Este trata-se de um dos erros financeiros que não tem efeitos no imediato, mas progressivamente torna-se cada vez mais difícil de reverter. Por vezes existe um mito de que há um período ideal para começar a poupar para a reforma. No entanto, a verdade é que a melhor altura para começar a poupar para a reforma foi ontem. A segunda melhor altura é hoje.

Por exemplo, devido aos juros compostos, pequenas quantias investidas ao longo do tempo podem ter um impacto enorme sobre o montante disponível quando se reformar. Assim, quanto mais cedo começar a investir e aproveitar as vantagens dos juros compostos, mais tempo o seu dinheiro irá ficar a render e, consequentemente, o valor final será maior. Se adiar este processo, então isso significa que irá precisar de aumentar, de forma significativa, a sua taxa de poupança. Caso contrário, provavelmente pode ter de sacrificar o seu estilo de vida durante a reforma, devido à diminuição de rendimentos.

Se ainda não começou a poupar para a reforma, então o mais importante é apenas começar. Não importa se consegue poupar grandes ou pequenas quantias mensalmente, mas sim investir contínua e progressivamente neste processo de poupança.

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