Doutor Finanças

Como está a pandemia a influenciar o mercado de crédito?

O Covid-19 veio apressar a digitalização de processos no mercado imobiliário. Estamos todos empenhados em que as coisas continuem a acontecer, com as devidas medidas de segurança.

Rui Bairrada Rui Bairrada , 3 Abril 2020

Como está o Covid-19 a influenciar o mercado de crédito? Uma das respostas mais imediatas é que estamos todos a ficar mais digitais. Estamos a antecipar futuro. Nós, no Doutor Finanças, já estamos no mundo digital há muito tempo. No entanto, o Covid-19 veio apressar este processo junto de outros players do mercado imobiliário. 

As soluções aparecem quase diariamente. Ora são os bancos a facilitar a entrega de documentação via eletrónica ou até as avaliações imobiliárias que já se conseguem fazer de forma mais ou menos remota, com recurso a videochamadas e não só.  

Estamos todos empenhados em que as coisas continuem a acontecer. Com as devidas medidas de segurança, é claro. Para isso, é importante ficarmos nas nossas casas, assim como é importante que os processos continuem a correr de forma digital. Tudo para tentarmos ao máximo minimizar os impactos que esta pandemia possa ter na nossa saúde e vida financeira no futuro.

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Aproveito também para destacar uma das medidas que o Governo implementou para ajudar famílias a superar a atual situação de redução de rendimentos: a moratória de crédito.  

A maioria dos portugueses tem um crédito habitação e sabe-se que a prestação deste empréstimo corresponde à maior fatia de despesas do orçamento mensal das famílias.

É essencial que as famílias façam o exercício de perceber se a medida faz sentido para a sua situação e a aproveitarem se for esse o caso. Mas, sem nunca se esquecerem de que esta ajuda não se trata de um perdão de dívida, mas sim num alívio das despesas mensais durante seis meses.

Ninguém sabe o que vai acontecer nos próximos tempos. No entanto, é provável que os critérios de risco, na banca, se agravem. Os spreads podem vir a aumentar, os critérios de aprovação de crédito poder vir a ser mais difíceis. Contudo, todos os players do mercado imobiliário estão a fazer um esforço grande para que os processos continuem e, por isso, acredito que as pessoas devem continuar a fazer a sua vida o mais normal possível. Se encontrou a casa dos seus sonhos, deve avançar.  

A economia vive de ciclos. E se tem receio de que a casa que tem em vista desvalorize daqui a alguns meses, saiba que, muito provavelmente, haverá de voltar a valorizar. O meu conselho para aqueles que já têm negócios fechados ou quase a fechar, é que – com todas as medidas de segurança -, tentem junto do seu banco ou intermediário de crédito encontrar soluções.  

Estamos todos empenhados em que as coisas continuem a acontecer, com as devidas medidas de segurança. E, para o bem da economia, não podemos parar.  

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