A história de um tesouro submerso, esquecido no fundo do mar, é sempre uma das mais cativantes.
Naufrágios da época das naus, dos galeões, das batalhas em alto mar, dos saques dos piratas, são inspiração para tantos e tantos livros ou filmes.
Mas agora pergunto: entre o naufrágio de um navio carregado com um tesouro em ouro ou em prata, qual escolheria resgatar?
Até agora, o tesouro em ouro, indiscutivelmente. Mas isso parece estar a mudar.
A prata, o metal precioso até agora com papel secundário, está a passar a ser protagonista de um regresso em força à ribalta dos mercados.
Durante muito tempo, a prata foi vista como um tesouro submerso, longe do olhar do público, ofuscada pelo ouro e outras riquezas mais visíveis.
O que causou este súbito brilho?
A prata é o melhor condutor elétrico e térmico entre todos os metais. Essa propriedade garante-lhe um lugar insubstituível nas tecnologias modernas: dos telemóveis e computadores aos carros elétricos e, sobretudo, aos painéis solares. Numa era em que o mundo acelera a transição energética, ela é o fio invisível que dá vida a circuitos, baterias e dispositivos de alto desempenho.
Além disso, tem qualidades únicas: é extremamente maleável, resistente à corrosão e possui a maior capacidade de refletir a luz entre todos os metais. Isso faz dela protagonista em setores tão diversos como a medicina, onde equipa sensores de alta precisão, ou a ótica, onde é usada em espelhos e câmaras.
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