2024 está a chegar ao fim. Mas antes do ano terminar, ainda pode aumentar o reembolso de IRS a receber no próximo ano. Até ao dia 31 dezembro tem a hipótese de elevar as suas deduções à coleta onde não atingiu o limite máximo.
Contudo, tenha em conta que além de cada categoria de despesas ter um limite próprio, a soma destes valores tem um teto máximo. E se já atingiu este valor, as despesas que fizer posteriormente não contam.
Para saber se ainda consegue aumentar o reembolso de IRS, a seguir, conheça as contas que tem de fazer e que ações pode tomar.
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Os cálculos que precisa para saber se ainda pode aumentar o reembolso de IRS
Resolver as pendências no e-fatura é um passo essencial para aumentar o reembolso de IRS. No entanto, não pode ficar por aqui. Deve perceber quais são os limites que existem por cada categoria, o valor que já atingiu em cada uma, qual a soma das suas deduções à coleta e o teto máximo das despesas que pode deduzir segundo o seu rendimento coletável.
Pode parecer complicado, mas não é. Basta seguir alguns passos.
Porém, tenha em conta que quanto maior for o seu rendimento, mais baixo é o teto máximo do global das suas deduções à coleta. Além disso, nestes cálculos, ficam de foram as despesas gerais e familiares, dedutíveis até 250 euros.
Primeiro passo
Entre no portal e-fatura e some as deduções à coleta que tem nas seguintes categorias:
- Educação;
- Saúde;
- Encargos com imóveis;
- Encargos com lares;
- Pensões de alimentos;
- Encargos com retribuição pela prestação de trabalho doméstico;
- Exigência de fatura: O cálculo implica a soma dos valores apresentados nas seguintes categorias: reparação de automóveis e motociclos, restauração e alojamento, cabeleireiros, atividades veterinárias, transportes públicos, ginásios, e jornais e revistas.
- E benefícios fiscais.
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Segundo passo
Ao ter somado as suas deduções à coleta atuais, precisa de entender qual o limite máximo de deduções que pode fazer conforme o seu rendimento coletável.
Existem três cenários possíveis:
- Caso tenha um rendimento coletável até 7.703 euros (rendimento igual ou inferior ao primeiro escalão do IRS) não existe qualquer limite de deduções. Isto significa que pode deduzir o máximo de cada categoria e o total desse valor é considerado para os cálculos do IRS.
- Se tiver um rendimento coletável entre 7.704 euros e 80.000 euros, o limite é calculado de acordo o seu rendimento, pois nem todos os contribuintes têm o mesmo teto máximo na soma das deduções. Assim, para saber qual é o valor máximo que pode deduzir, precisa de aplicar a seguinte fórmula: 1.000 + [1.500 x (80.000 – Rendimento Coletável)/72.927]
A título de exemplo, suponha que tem um rendimento coletável de 20.000 euros. Deve aplicar a seguinte fórmula: 1.000 + [1.500 x (80.000 – 20.000)/72.297] = 2.244,86
Isto significa que se já tiver acumulado 1.800 euros de deduções à coleta, ainda pode deduzir 444,86 euros.
- Quando o seu rendimento coletável supera os 80.000 euros, só pode deduzir 1.000 euros na soma de todas as categorias de deduções à coleta.
Terceiro passo
Perceba como funciona o reembolso de IRS. De uma forma simples, ao rendimento bruto anual são subtraídas deduções específicas no valor de 4.104 euros. Através deste cálculo, obtém o seu rendimento coletável, sendo depois aplicada a taxa de IRS correspondente para determinar a coleta total. Por fim, a este valor é abatido os montantes das deduções à coleta, chegando ao valor da coleta líquida.
Caso a coleta líquida seja inferior aos valores da retenção na fonte, tem direito a um reembolso de IRS. Mas se a coleta líquida for superior, então tem de pagar IRS.
Sabendo destes cálculos, é hora de identificar as categorias onde ainda existe margem para atingir o teto máximo. No final do ano pode ser complexo alcançar este objetivo na maioria das categorias. Contudo, deixamos algumas dicas que podem ajudar a aumentar o reembolso de IRS.
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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
