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Está a tentar poupar? Evite estes 8 erros

Poupar exige uma estratégia e um planemanento, é certo. Ainda assim, pode estar a cometer alguns erros cruciais que o afastam da sua meta.

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Está a tentar poupar? Evite estes 8 erros

Poupar exige uma estratégia e um planemanento, é certo. Ainda assim, pode estar a cometer alguns erros cruciais que o afastam da sua meta.

A necessidade de poupar, assim como a vontade de o fazer, é algo que deve surgir com naturalidade. No entanto, há quem reduza a poupança ao "gastar menos dinheiro".

Na verdade, existem vários caminhos no que diz respeito a poupar e, muitas vezes, alguns passam despercebidos. E se assim for pode estar a cometer alguns erros.

Neste artigo, reunimos 8 dos principais erros que podem estar a impedi-lo de ati8ngir as suas metas de poupança.

Ignorar a necessidade de orçamentos quando quer poupar

O orçamento pode definir-se como um "lista" com parcelas monetárias alocadas a determinadas despesas. Por exemplo, no que diz respeito a alimentação o seu orçamento mensal pode ser 250 euros. Isto significa que tem essa parcela para gastar em bens alimentícios durante o mês. Apesar da importância e benefícios dos orçamentos, há quem não ponha esta estratégia em prática.

Ter orçamentos estabelecidos para as suas despesas é de extrema importância, pois impede-o de gastar mais do que está estipulado. Assim, pode ser mais fácil restringir-se a um valor se souber qual é o limite. O facto de não ter um valor estipulado faz com que vá "cedendo".

Leia ainda: Como poupar para manter o orçamento com a subida de preços e juros?

Não automatizar as suas poupanças

Automatizar as suas poupanças não é obrigatório, no entanto, pode ser vantajoso. Deixa a poupança para o fim do mês, depois de ver o que sobra e perceber se dá (e quanto dá) para colocar de parte? Esta estratégia é errada, pois não só não assegura poupanças mensais, como o próprio valor vai oscilar.

Para quem está a tentar poupar, ter as poupanças automatizadas pode tornar-se uma ótima estratégia. Para tal, deve criar uma conta poupança e programar transferências mensais da sua conta à ordem para esta conta. O valor a transferir fica ao seu critério, tendo em conta as suas despesas e o que prevê conseguir poupar. Assim, as suas poupanças vão aumentar todos os meses e não vai ter de se preocupar em por o dinheiro de lado constantemente. Além de que, não cairá na tentação de o gastar, pois o acesso é algo mais restrito.

Leia ainda: 10 desafios para transformar a poupança num jogo

Criar novas dívidas quando está a tentar poupar

Se está a tentar poupar deve ter em consideração tudo o que possa reduzir os seus rendimentos. Por exemplo, aumentar despesas é algo que o vai impedir de poupar tanto quanto gostaria. Se aumentar o consumo, por exemplo, recorrendo a cartões de crédito, e de forma excessiva, vai certamente criar novas dívidas. Quanto mais dívidas tiver de pagar mensalmente, menos dinheiro lhe vai sobrar para pôr de parte para as suas poupanças.

Se, por outro lado, tem dívidas, faça por liquidá-las antes de começar a poupar. Inicialmente, quando contrai um crédito, começa por pagar uma maior fatia de juros, comparativamente com o capital que consegue abater. Ao longo do tempo, os juros diminuem, mas quanto mais tempo demorar a pagar as suas dívidas, menos margem para poupar vai ter.

Leia ainda: Tem dívidas em cartões de crédito? 7 dicas para recuperar a estabilidade

Ter o dinheiro todo na mesma conta

Um erro muito comum é ter todo o dinheiro na mesma conta. Por um lado, reduz as preocupações e apenas tem de lidar com uma conta bancária. No entanto, o seu dinheiro está todo disponível, o que, por vezes, leva a que gaste mais do que devia. Ter uma conta extra, por exemplo, uma conta poupança, pode ser uma forma de separar o seu dinheiro "para gastar" daquele que "não deve gastar". Além disso, as contas poupança têm ganho de juros associados, ou seja, além de ter o dinheiro de lado para não o gastar, vai estar a render juros. Assim, as suas poupanças vão aumentando gradualmente.

porco mealheiro nas mãos de uma jovem mulher

Leia ainda: A minha primeira conta: O que ponderar antes de escolher o banco

Não ter um fundo de emergência

Outro erro muito comum é não ter um fundo de emergência. No que diz respeito a este tópico, é necessário esclarecer dois termos: poupança e fundo de emergência. Há quem confunda os dois e pense que se tratam da mesma coisa. Na verdade não o são e, além das suas poupanças, pode, e deve, ter um fundo de emergência.

O conceito de poupança refere-se a algo a médio-longo prazo, por exemplo, a compra de uma casa, férias de sonho ou preparar-se para a reforma. Pelo contrário, um fundo de emergência refere-se a algo imprevisível, como o próprio nome indica. Vamos supor que surge uma questão de saúde ou que perde subitamente o emprego. Essas situações não podem ser previstas, acarretam grandes custos e requerem um fundo de maneio estável. Se não tiver um fundo de emergência, vai necessitar de mexer nas suas poupanças, pondendo mesmo fazer com que voltem à estaca zero, obrigando-o a começar tudo de novo.

Leia ainda: 8 razões para aumentar o seu fundo de emergência

Não ter seguros para poupar

Quando queremos poupar, tendencialmente, começamos por considerar que é necessário cortar despesas. No entanto, muitas vezes cortamos nas de maior importância e que deveriam ser mantidas. Nesta categoria incluímos os seguros, nomeadamente, o de saúde e o multirriscos, entre outros.

É verdade que, na maioria dos casos, o estado de doença grave é pouco provável, no entanto, não significa que seja impossível. No que diz respeito à saúde o problema é que, quando algo de mais grave acontece os custos são altos e, muitas vezes, é difícil fazer face a todas essas despesas. Se tiver um seguro de saúde com cobertura ampla, pode ter essas despesas comparticipadas, incluindo consultas, exames e internamentos.

É importante que se informe sobre os diversos seguros, as suas políticas e coberturas, de modo a fazer uma escolha informada e que seja a melhor para si.

Leia ainda: Guia de seguros: O que precisa de saber para se proteger

Não pesquisar opções financeiras de modo a economizar

Um erro cometido com facilidade é não reavaliar os seus produtos financeiros regularmente. Por exemplo, tem um crédito à habitação com um determinado spread. É vantajoso reavaliar este crédito anualmente junto do seu banco, pois os spreads variam com regularidade e pode conseguir diminuí-lo para um valor mais vantajoso. A mesma estratégia deve ser posta em prática para outros serviços, como seguros, subscrições, pacotes de tv e internet. Pesquisar e reavaliar os seus serviços, uma a duas vezes por ano, pode fazer a diferença nas suas poupanças.

Leia ainda: As taxas Euribor estão a subir. E agora?

Optar por quantidade em vez de qualidade

Uma forma de poupar dinheiro é, sem dúvida, gastar menos. E o que normalmente se faz é optar pelos produtos mais baratos. Se estivermos a falar de alimentos, as chamadas marcas brancas têm qualidade e podem justificar a qualidade/preço. No entanto, no caso roupa ou calçado já é diferente. Em certo tipo de artigos pode estar a comprometer a qualidade. Paga menos mas vão durar menos tempo. Logo, vai ter de os substituir com frequência e, assim, acaba por gastar mais dinheiro do que queria inicialmente.

Assim, pondere comprar produtos de qualidade aproveitando promoções ou cupões de desconto. Esteja atento, especialmente no online, aos descontos das lojas e aproveite para comparar preços em diversos sítios. Assim, pode conseguir obter o melhor produto pelo melhor preço.

Leia ainda: Preço e valor: O que realmente importa na hora de ir às compras

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