Saber responder às perguntas em entrevistas de emprego é um passo fundamental para quem quer destacar-se num processo de seleção. Numa altura em que as entrevistas presenciais e online coexistem, a preparação continua a ser o fator decisivo.
Este artigo compila as perguntas mais comuns feitas por recrutadores e empresas de recrutamento em Portugal e explica como deve preparar as suas respostas para aumentar as suas hipóteses de sucesso. Afinal, ao preparar-se para respondê-las com clareza, segurança e autenticidade pode distinguir-se da concorrência.
Conheça as 15 perguntas mais frequentes e o que os recrutadores querem saber realmente com cada uma delas.
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15 perguntas em entrevistas de emprego que deve saber responder
1 – “Pode falar-me de si?”
Esta é, quase sempre, a primeira pergunta da entrevista. Serve para “quebrar o gelo” e avaliar como se apresenta.
Para não cometer erros logo no início da entrevista, evite contar a sua vida toda. Concentre-se no essencial: o seu perfil profissional, a experiência mais relevante e o que procura nesta fase da carreira. Pode referir brevemente hobbies ou interesses pessoais, mas apenas se ajudarem a reforçar a sua personalidade profissional.
2 – “Porque está interessado neste emprego e nesta empresa?”
Aqui, avalia-se a sua motivação e grau de preparação.
Mostre que fez o trabalho de casa e que conhece a empresa. Refira algo concreto: os seus valores, a cultura ou projetos que admira. Explique como se identifica com essa realidade e o que pode trazer de valor à equipa.
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3 – “Quais são os seus objetivos a curto e longo prazo?”
Os recrutadores querem perceber se tem um plano para o seu futuro profissional.
Seja realista, mas ambicioso. Mostre que pensa a médio e longo prazo, mas que também está preparado para contribuir desde o primeiro dia. Alinhe as suas metas com o que a empresa pode oferecer.
4 – “Quais são os seus pontos fortes?”
Evite clichés. Escolha duas ou três competências relevantes para o cargo.
Dê exemplos reais. Diga, por exemplo, que tem boa capacidade de liderança e conte um episódio onde liderou uma equipa com bons resultados. Mostre o impacto que teve. Sempre que possível, dê exemplos reais, pois aumenta a perceção sobre os seus resultados.
5 – “E os seus pontos fracos?”
Esta pergunta é uma armadilha para muitos candidatos.
Fuja de respostas como “sou perfecionista”. Em vez disso, escolha uma limitação real que esteja a trabalhar para melhorar. Por exemplo: tenho alguma dificuldade em falar em público. E como sei que preciso de melhorar, estou a frequentar um curso de oratória.
6 – “Porque saiu (ou quer sair) do seu último emprego?”
Embora seja uma pergunta comum, mostra muito sobre um candidato. Ela revela a sua postura profissional, os seus valores e objetivos.
Assim, mesmo que tenha saído devido a divergências com a empresa anterior, evite falar mal da mesma. Foque-se no que aprendeu e no que procura agora. Mostre que quer crescer, enfrentar novos desafios ou encontrar um projeto mais alinhado com os seus objetivos e valores.
7 – “Porque devemos contratá-lo?”
Nesta fase da entrevista, o recrutador quer perceber como se valoriza enquanto profissional.
Apresente as suas competências-chave, experiência e como pode contribuir para os objetivos da empresa. Esta é a altura para se apresentar com confiança, mas sem arrogância.
8 – “Fale-nos de uma situação em que superou um desafio”
O objetivo é perceber como reage a problemas.
Use a técnica STAR (Situação, Tarefa, Ação, Resultado), que é uma ótima opção para não se perder no seu discurso e destacar-se com a sua resposta. Assim, escolha um exemplo real, explique o contexto, o que fez e os resultados que alcançou.
9 – “Como lida com a pressão e os prazos apertados?”
Esta pergunta é comum em funções exigentes e cargos de liderança.
Se a vaga assim o exigir, mostre que está habituado a trabalhar com prazos apertados, mesmo em situações de maior stress. Dê um exemplo de uma situação onde conseguiu cumprir um objetivo, apesar da pressão. A resposta do recrutador pode também dar-lhe pistas sobre o nível de pressão associado à função.
10 – “O que procura num emprego?”
Aqui, o recrutador tenta perceber se as suas expectativas estão alinhadas com o que a empresa pode oferecer.
Foque-se em aspetos como crescimento, aprendizagem, desafios e contribuição para a equipa. Evite referências ao salário como principal motivação. Espere pelo momento certo para falar sobre a sua perspetiva salarial.
11 – “Qual foi a decisão mais difícil que teve de tomar?”
Embora nem sempre esta pergunta seja feita, há recrutadores que gostam de colocá-la em cargos de maior responsabilidade. No fundo, esta pergunta serve para avaliar a sua capacidade de decisão e responsabilidade.
Escolha uma situação complexa, profissional, e explique como ponderou as opções e tomou uma decisão consciente. Mostre que sabe assumir escolhas difíceis.
12 – “Fale das suas maiores conquistas profissionais”
Aqui o entrevistador quer saber o que já alcançou de relevante.
Escolha duas ou três conquistas que tenham impacto e estejam alinhadas com o tipo de função a que se candidata. Quantifique os resultados, se possível.
13 – “Como reage a críticas?”
Alguns candidatos são surpreendidos com esta questão. Porém, ela é importante para avaliar a sua maturidade e capacidade de evoluir.
Mostre que aceita feedback, mesmo quando negativo, e que o utiliza para crescer. Dê um exemplo de uma situação em que aprendeu com uma crítica construtiva.
14 – “Quais são as suas expectativas salariais?”
Embora seja o ponto a que muitos candidatos querem chegar, saiba que esta pergunta pode ser eliminatória se a resposta estiver desalinhada.
Pesquise previamente a média salarial para a função. Dê uma resposta honesta, com uma margem, mostrando abertura para negociar. Evite dar um valor fixo logo de início.
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15 – “Prefere trabalhar de forma presencial, remota ou híbrida?”
O objetivo é perceber se existe compatibilidade com o modelo da empresa. Atualmente, muitas empresas adotam o modelo híbrido. Mas deve ler com atenção a vaga de emprego para perceber o que a empresa procura.
Contudo, seja honesto sobre a sua disponibilidade e preferência. Mostre flexibilidade, mas sem esconder restrições que possam afetar a sua produtividade ou bem-estar.
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A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
