Segundo os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em 2021, residiam mais de 700 mil imigrantes em Portugal, sendo que mais de 200 mil dos cidadãos estrangeiros a viver em terras lusas têm nacionalidade brasileira.
Mas independentemente da sua nacionalidade, se está a pensar viver e trabalhar em Portugal, é importante que esteja a par de todos os documentos que precisa de reunir, das opções de alojamento que existem e, ainda, de quanto precisa para viver na capital portuguesa. Para ajudá-lo neste planeamento, de seguida, apresentamos os pontos principais que deve ter em consideração.
Leia ainda: Imigrantes a trabalhar em Portugal: Direitos, benefícios e carga fiscal
Documentos para morar em Portugal
Se está a ponderar aceitar um emprego em Portugal, antes de embarcar no desafio, existem documentos essenciais para tratar, principalmente se não tem nacionalidade europeia. Assim, um dos primeiros passos é tratar do seu visto de trabalho.
Para trabalhar em Portugal precisa, obrigatoriamente, de ter um visto, seja este o visto D1 (atividade profissional subordinada), visto D2 (atividade profissional independente), visto D3 e Tech Visa (ambos para profissionais com uma elevada qualificação).
Além destes vistos, o Governo Português aprovou um conjunto de novas medidas que vão facilitar a mobilidade de trabalhadores de estados estrangeiros para Portugal. Entre estas medidas encontram-se dois novos vistos, um para imigrantes provenientes de Estados-membros da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) e outro visto de residência ou de estada temporária a trabalhadores que prestem atividade remotamente (nómadas digitais).
Leia ainda: Novo visto: Imigrantes da CPLP com mobilidade facilitada
Para conseguir o seu visto de trabalho, precisa de ter:
- Uma promessa de contrato de trabalho ou uma manifestação individualizada de interesse;
- Uma declaração emitida pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) ou pelo IAPMEI (Agência para a Competitividade e Inovação);
- E um certificado de habilitações (diploma de conclusão do Ensino Superior ou secundário), devendo este ser acompanhado por outros certificados de formações técnicas, caso se aplique. Caso seja um cidadão brasileiro, saiba que as certidões e diplomas do Ensino Regular e Superior carecem de ser apostilados (Apostila de Haia). Mas atenção à validade, pois apenas são válidos por 1 ano em Portugal.
Depois do seu visto estar tratado, para entrar em Portugal, precisa de tratar de certos procedimentos junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Por exemplo, assim que chegar a Portugal, se a entrada for feita por uma fronteira sem controlo, é obrigado no prazo de 3 dias úteis a declarar a sua chegada ao SEF.
Contudo, existem exceções. Caso seja residente ou tenha autorização para permanecer em Portugal por mais de 6 meses; beneficie do regime comunitário ou equiparado ou se instale num estabelecimento hoteleiro ou similar, não precise de comunicar a sua chegada ao SEF nesse prazo.
No entanto, terá de tratar de outros procedimentos junto do SEF como apresentar certos documentos, um requerimento e posteriormente deve tratar da sua autorização de residência em Portugal.
Leia ainda: Cidadãos estrangeiros: O que é preciso para trabalhar em Portugal?
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.
