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10 dicas para construir o seu fundo de emergência

Ainda não conseguiu construir o seu fundo de emergência? Conheça várias dicas que o podem ajudar a alcançar este objetivo

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10 dicas para construir o seu fundo de emergência

Ainda não conseguiu construir o seu fundo de emergência? Conheça várias dicas que o podem ajudar a alcançar este objetivo

Em situações de maior instabilidade, um fundo de emergência pode ser a boia de salvação para lidar com más decisões financeiras, perdas de rendimentos e até assegurar o pagamento de despesas imprevistas. Por isso, construir o seu fundo de emergência deve ser um objetivo prioritário, mesmo em situações de maior aperto financeiro.

Porém, se não tem uma margem financeira muito grande, é expectável que considere que construir o seu fundo de emergência é uma tarefa impossível. No entanto, saiba que existem várias formas de construir este tipo de poupança, que pode ser feita a longo prazo. Embora seja incontornável ter de fazer alguns sacrifícios, um fundo de emergência vai garantir-lhe uma maior estabilidade financeira e liberdade no futuro.

Dito isto, neste artigo, explicamos-lhe o que é esta poupança e reunimos algumas dicas para construir o seu fundo de emergência.

Leia ainda: Fundo de oportunidade e fundo de emergência, o que os distingue?

O que é um fundo de emergência?

O seu nome já diz quase tudo. Porém, o conceito de fundo de emergência é mais abrangente do que uma poupança que serve para cobrir emergências e imprevistos. No entanto, esta é a sua base. Um fundo de emergência tem o objetivo de ajudá-lo a lidar com emergências e imprevistos, sem comprometer o seu orçamento familiar.

Quando se fala de imprevistos e emergências, estão englobadas despesas/encargos essenciais à sua vida, como despesas de saúde, o arranjo/compra de um bem essencial ao seu dia a dia, por exemplo um frigorifico, ou até a reparação de uma avaria no seu carro que o seu orçamento não consegue suportar. Contudo, o fundo de emergência tem outro objetivo ainda mais relevante. O de garantir a sua subsistência ou qualidade de vida perante uma situação inesperada de desemprego ou quebra de rendimentos.

Uma das principais dúvidas sobre esta poupança, é o seu valor. Na verdade, não existe um valor ideal que se adeque a todas as pessoas, pois depende dos encargos e da realidade de cada agregado familiar. Mas uma coisa é certa, quanto maior for o valor do seu fundo de emergência, mais estabilidade financeira terá ao longo da sua vida.

Contudo, é preciso traçar objetivos na hora de construir o seu fundo de emergência. E tendo isto em conta, é aconselhável que no mínimo, o seu fundo cubra entre 6 a 12 meses do valor total das suas despesas mensais essenciais.

No entanto, estamos a falar de valores mínimos. O ideal é que esta poupança permita-lhe ficar totalmente descansado numa situação de desemprego involuntário, uma vez que dependendo da sua profissão e idade, pode demorar mais de 12 meses até encontrar um novo emprego. Mas, por norma, ter um fundo que cubra 1 ano das suas despesas essenciais é um cenário bastante seguro.

Por fim, o último ponto a salientar, é que se tiver um fundo de emergência a sua necessidade de recorrer a cartões de crédito ou outro tipo de crédito pessoal diminui drasticamente. E este é um ponto muito importante. Caso consiga ser o seu próprio banco, evita o risco de agravar a sua situação financeira, de ficar numa situação de endividamento e nunca terá de pagar juros. Na hora de repor o dinheiro que utiliza do seu fundo, pode fazê-lo no número de prestações que entender sem qualquer tipo de penalização.

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10 dicas para construir o seu fundo de emergência

1. Identifique os seus gastos essenciais

Tal como uma casa não se constrói pelo telhado, um fundo de emergência não pode ser construindo sem antes identificar todos os seus gastos essenciais. E esta é uma tarefa que pode dar mais ou menos trabalho. Se tiver um orçamento familiar onde tem todas as suas despesas e rendimentos registados e atualizados, esta é uma tarefa simples . Mas caso não tenha, terá de fazer o levantamento de todas as suas despesas essenciais.

E que despesas são estas? Tudo depende da sua família e das suas próprias necessidades. Mas há despesas essenciais incontornáveis a todos nós, como a fatura da água, eletricidade, gás, prestações do crédito habitação ou renda, prestações de empréstimos, seguros, alimentação, impostos, transporte, educação, entre outras.

De fora das despesas essenciais, deve ficar os gastos com refeições fora, saídas à noite, compras por impulso. Afinal, neste momento o que está a tentar apurar é o valor essencial para cobrir todas as necessidades básicas da sua família. Claro que se a sua situação financeira estiver bastante estável, ao montante das despesas essenciais pode juntar um valor fixo ou variável que cubra outros gastos não essenciais. Desta forma, também vai garantir que não perde a qualidade de vida durante os meses que precisar de recorrer ao seu fundo de emergência.

Mas para começar foque-se apenas nas despesas essenciais. Faça um levantamento de todas as faturas e olhe bem para o seu extrato bancário. Identifique aqueles encargos anuais e divida no fim o valor pelos 6 ou 12 meses que pretende que o seu fundo cubra.

Para ajudá-lo nestas contas, vamos supor que o seu agregado familiar tem um valor de despesas essenciais de 1000 euros. Se quiser criar um fundo que cubra seis meses estes encargos, precisa de reunir 6000 euros. Se o seu objetivo são os 12 meses, então o seu fundo deverá ser composto por 12.000 euros.

2. Defina o tempo necessário para construir o seu fundo de emergência

Definir quanto tempo vai levar a construir o seu fundo de emergência é provavelmente um dos pontos mais relevantes a ter em consideração. Afinal, se precisa de reunir entre 6.000 a 12.000 euros, o primeiro pensamento é que será muito complicado juntar esse valor, principalmente se o seu orçamento já é apertado.

Mas a grande diferença em alcançar ou não este objetivo é a estratégia que implementa para chegar ao valor final que precisa. Para algumas pessoas, colocar 200 euros de parte não é um esforço financeiro elevado. Nestes casos, num ano o agregado familiar consegue juntar 2400 euros. Em 2 anos e meio, o fundo de emergência teria 6.000 euros e em 5 anos 12.000 euros.

Já numa família onde há a possibilidade de poupar metade desse valor, seria lógico que o fundo de emergência de 12.000 euros seria alcançado a 10 anos e o de 6.000 euros a 5 anos. Mas esta não tem de ser uma conta certa. Afinal, se trabalha por conta de outrem é normal que receba subsídio de natal e subsídio de férias, e talvez tenha direito a receber um valor de reembolso no seu IRS.

Se tirar uma fatia de cada um destes rendimentos que resulte no montante anual de 500 euros, atingiria o objetivo de 6.000 euros em menos de três anos e meio.

Sendo usado o seguinte cálculo:

  • (100x12) + 500 = 1700 euros
  • 1700 euros x 3,6 = 6.120 euros

Ou seja, é importante que trace uma meta temporal e que define valores que permitam construir o seu fundo de emergência sem colocar o seu orçamento familiar em risco. Mesmo que não disponha destes valores mensais para poupar, mais vale colocar 30 euros de parte todos os meses e reforçar este valor sempre que possível. É lógico que o caminho será mais longo para concretizar este objetivo.

Por exemplo, 30 x 12 dá 360 euros num ano. Se todos os anos adicionar a este valor 500 euros, que podem resultar de subsídios ou outros rendimentos), anualmente junta 860 euros. Nesta situação, precisa de sete anos para alcançar um fundo de emergência de 6020 euros. Mas pode ser diminuir a linha temporal se os seus rendimentos aumentarem. O mais importante é focar-se neste objetivo e manter o compromisso que assumiu.

moedas de um euro frente a várias pilhas de moedas que vão crescendo, à media que se aumenta a popuança e se consegue construir fundo de emergência

3. Sobra dinheiro mensalmente? Direcione-o automaticamente

Poupar nem sempre é uma tarefa fácil. E isto, por vezes, acontece por falta de método e náo por falta de dinheiro. Ou seja, há famílias que conseguem chegar ao final do mês com um valor de poupança até significativo. Mas se este dinheiro fica na conta à ordem, o mais provável é que acabe por ser usado para outras finalidades ou objetivos.

Para quem gere o seu dinheiro através de um orçamento familiar e tem definido uma percentagem do ordenado para a poupança, o caminho para construir um fundo de emergência é bastante simples. Basta agarrar nesse montante destinado à poupança e programar a sua transferência/débito no início de cada mês para outra conta bancária. Esta conta não deve ter comissões associadas, de forma a não perder dinheiro. Aqui podem ser usadas as contas poupanças ou contas à ordem sem comissões. Isto para não correr o risco de perder dinheiro.

Caso não tenha este hábito, é hora de colocá-lo em prática. Depois de fazer o levantamento das suas despesas essenciais, traçar uma menta temporal e o valor mensal a colocar nesta poupança, basta transferir o valor assim que recebe o seu ordenado. Também pode programar esta transferência para uma conta poupança automática. Assim, evita chegar ao final do mês e não ter o dia necessário para colocar no seu fundo.

4. Pondere fazer pequenos cortes e ajustes fazem toda a diferença

Se está a olhar para as suas contas e orçamento e não consegue chegar a uma conclusão de como vai conseguir um valor mensal para o seu fundo de emergência, não desespere. Na verdade, muitas pessoas precisam de criar uma nova folga financeira para conseguirem este objetivo. E esta não tem de implicar mudanças drásticas na sua vida, mas se fizer certos cortes e ajustes pode alcançar o valor mensal que precisa.

Por exemplo, pequenos cortes podem gerar uma folga de dezenas de euros no seu orçamento mensal. E alimentação fora é uma delas. Supondo que bebe café fora duas vezes por dia( em 22 dias por mês), tendo um custo diário de 1,40€, e toma o pequeno almoço fora durante metade do mês, o que equivale a um gasto diário de quatro euros. Só nestas contas simples estamos a falar de uma despesa mensal de 30,80 euros em café mais 40 euros em pequenos almoços fora. Ou seja, um total de 70,80 euros.

Caso almoce fora duas vezes por semana, e o almoço represente um custo médio de 7 euros, gasta por mês 56 euros em almoços (14 x 4). Se reduzir esta despesa para metade, poupa 28 euros.

Só nestes pequenos cortes, consegue poupar mensalmente 98,80 euros. Mas estas não são as únicas formas de aumentar a sua folga financeira. Pode poupar na hora de ir ao supermercado optando por marcas brancas em vários produtos, vender o que já não use em lojas em segunda mão, rever algumas subscrições e até ajustar certos contratos e serviços às suas necessidades.

Se estiver determinado a construir o seu fundo de emergência, na maioria dos casos, existem soluções para reduzir os seus gastos para que sobre algum dinheiro para aplicar a esta poupança. No entanto, é normal que estas soluções afetem um pouco o seu estio de vida.

Leia ainda: Fundo de emergência: Como construir sem desequilibrar o orçamento

5. Precisa de mais folga financeira? Reveja contratos e apólices

No caso de já estar em contenção de custos e não conseguir uma folga financeira que permita construir o seu fundo de emergência, é aconselhável que faça uma análise aos seus contratos e seguros.

Crédito habitação

Por exemplo, se tem um crédito habitação contratado há alguns anos atrás, reveja as condições do seu contrato. Isto porque pode ter um spread muito alto para o valor que os bancos praticam atualmente, que ronda os 0,95% e 1%. Contudo, há bancos que praticam em situações especiais um spread de 0,85%.

Em relação aos seguros obrigatórios do crédito habitação (seguro de vida crédito habitação e seguro multirriscos), também deve pedir simulações junto de outras seguradoras e garantir que está a usufruir das melhores condições do mercado. Mas tenha atenção ao seu contrato. Estes dois seguros podem estar associados a uma bonificação do seu spread. Nestes casos, é preciso fazer contas e ver se a alteração dos seguros para outra seguradora compensa a penalização que vai sofrer por retirar as apólices do contrato.

Leia ainda: Crédito habitação recente: Posso melhorar as condições?

Caso o banco onde contratou o seu crédito habitação não esteja disposta a negociar as condições que pretende, pondere fazer a transferência do seu crédito habitação para outra entidade que cubra os custos desta alteração. Como terá de efetuar um novo contrato, a maioria das condições podem ser renegociadas. E, por exemplo, se está a precisar de uma folga financeira mais elevada, até pode estender o prazo do seu contrato por mais cinco anos. Vai pagar mais juros no final do contrato, mas mensalmente o encargo com a prestação diminui.

Ler mais: Prazos do crédito habitação: Conhece os novos limites?

Crédito Consolidado

Se tem vários créditos contratados, também pode informar-se sobre a consolidação destes créditos. O crédito consolidado permite reduzir os encargos com crédito há maioria das pessoas. Ao juntar todos os créditos num só, fica com uma única prestação mensal mais baixa e um prazo de pagamento fixo. Atenção, isto acontece porque a taxa de juro aplicada ao crédito consolidado é mais baixa do que a média das taxas de juro de todos os créditos.

Ao conseguir consolidar todos os seus créditos, pode obter uma poupança até 60% em relação ao valor total que paga atualmente. No entanto, o valor da poupança irá sempre depender do número de créditos contratados, valores em dívida, entre outros fatores. Contudo, esta é uma solução que pode ajudá-lo a construir o seu fundo de emergência se o seu orçamento financeiro está muito apertado.

Leia ainda: Reduzir as suas dívidas? A solução pode estar no crédito consolidado

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Rever a carteira de seguros

Por último, se precisa de uma folga financeira mais elevada, também pode rever a sua carteira de seguros de forma a tentar reduzir este encargo. Ao longo da vida, é normal contratamos diferentes tipos de seguros consoante as nossas necessidades. Por exemplo, se tem os seguros obrigatórios do crédito habitação, seguro automóvel, seguro de saúde, seguros associados a cartões de crédito e outros produtos, é normal que existam coberturas repetidas ou que neste momento não fazem sentido para si.

Desta forma, pode entrar em contacto com as seguradoras e renegociar as condições da sua apólice. Caso não sejam apresentadas condições atrativas para si, pondere transferir os seus seguros para outras seguradoras após comparar várias simulações.

Leia ainda: O que acontece se mudar os meus seguros de seguradora?

6. Crie uma conta separada para construir o seu fundo de emergência

Ao longo do artigo foi referido que deve construir o seu fundo de emergência noutra conta bancária. Mas porque é que esta é uma dica tão importante para criar esta poupança? Porque é uma forma de garantir que não mistura o dinheiro reservado para o seu orçamento mensal com o do fundo de emergência. Ou seja, se separar estes valores, fica mais fácil gerir as suas finanças pessoais, assegurando sempre o valor do seu fundo de emergência.

Tendo em conta que esta é uma poupança que tem um objetivo muito específico, o dinheiro deve ser direcionado para uma conta sem comissões de manutenção ou anuidade ou com valores simbólicos nestas comissões. Por exemplo, existem contas poupanças onde não paga comissões nem taxas por resgate antecipado. Contudo, não coloque o seu dinheiro numa solução que não permita o acesso a este dinheiro numa urgência.

Leia ainda: Conta poupança: Quais as vantagens e desvantagens de optar por uma?

7. Fundo de emergência não é para mexer (na maioria das situações)

Um dos grandes problemas da construção de um fundo de emergência é misturar o seu propósito com certos imprevistos ou necessidades. Imagine, gostava de comprar um telemóvel novo, não porque o seu está avariado, mas porque está um pouco desatualizado face aos novos modelos no mercado. Estes tipos de impulsos um pouco consumistas devem ser afastados do seu fundo de emergência. Foque-se apenas em necessidades, imprevistos e emergências essenciais à sua vida.

No entanto, também não deve usar o seu fundo de emergência para:

  • Fazer investimentos: Pode parecer tentar rentabilizar esse dinheiro. No entanto, o fundo de emergência tem o objetivo de cobrir as suas despesas em situações de emergência ou imprevistos. Se aplicar o seu dinheiro num investimento, além de correr o risco de perdê-lo, pode ficar limitado quando ao seu resgate. É aconselhável começar a investir o seu dinheiro só após ter o seu fundo de emergência construído. Esta é uma altura onde beneficia de uma estabilidade financeira. E a partir daí, as poupanças que fizer podem ser aplicadas em investimentos com maior tranquilidade
  • Emprestar dinheiro do seu fundo: Emprestar dinheiro a alguém é sempre um assunto delicado, principalmente se o pedido de ajuda vier de alguém muito próximo. Contudo, é normal acontecerem vários imprevistos ao longo do ano, como despesas médicas, avarias inesperadas, entre outras situações. Se emprestar dinheiro do seu fundo a alguém sem a garantia que a pessoa vai devolver-lhe um valor num espaço muito curto de tempo, corre o risco de precisar de recorrer ao seu fundo e não ter o dinheiro que precisa.

Leia ainda: O que nunca deve fazer com o seu fundo de emergência

mãos de uma jobem mulher colocam moeda de 2 euros num porquinho mealheiro rosa com bolinhas brancas , enquanto a mão de um jovem homem segura a caneta com que está a escrever numa folha os ajustes ao fundo de emergência face à prressão da inflação

8. Mexeu no seu fundo? Reponha o valor o mais rápido possível

Há certas alturas na vida que acontecem vários imprevistos e emergências num espaço curto de tempo. E é normal que tenha que recorrer ao seu fundo de emergência para cobrir este tipo de encargos. No entanto, sempre que mexe nesta poupança, deve tentar repor o valor utilizado o mais breve possível. Esta é uma forma de garantir que não fica desamparado em imprevistos futuros.

Ao contrário de outras poupanças que serve para alcançar uma meta específica, como a entrada de uma casa, a compra de um carro ou umas férias, o fundo de emergência é uma poupança para manter ao longo da sua vida.

Ou seja, não basta atingir o valor a que se propôs. Precisa de garantir que esse fundo vai cobrir os imprevistos desde o início da sua vida profissional até ao final da sua reforma. Logo, precisa de ter este objetivo sempre em mente. Há meses que requerem mais esforço para repor os valores que foram retirados da poupança. Mas também existem meses mais tranquilos que não precisa de direcionar dinheiro para este fundo.

9. Mantenha-se a par do valor que está a poupar

Manter-se a par do valor que está no seu fundo de emergência e uma forma de mantê-lo motivado na concretização desse objetivo. Afinal, este é um objetivo que requer, muitas vezes, alguns sacrifícios. Então, se regularmente aceder à conta onde tem o seu fundo, verificando que o valor está a aumentar e cada vez mais perto do objetivo que traçou, vai sentir-se motivado para alcançar a sua meta.

10. Atualize o seu fundo sempre que seja necessário e a par da inflação

Existem várias situações que requerem aumentar o seu fundo de emergência. E, por norma, estas são alturas complicadas, onde nem sempre é fácil arranjar um dinheiro extra para aplicar nesta poupança. Por isso, é aconselhável que invista no seu fundo de emergência sempre que possível. Assim, se estas situações acontecerem, o seu nível de stress e preocupação podem diminuir drasticamente, pois o seu fundo de emergência tem um valor significativo que permite-lhe obter tranquilidade perante vários cenários.

As situações de que falamos, são, por exemplo:

  • Nascimento de um filho;
  • Um futuro aumento das despesas escolares de um filho;
  • Situação de emprego mais instável que pode gerar o despedimento no futuro;
  • Perda de rendimentos de um elemento do agregado familiar;
  • Bens que estão no final de vida e precisa de substituí-los;
  • Aumentos de renda ou das prestações de crédito;
  • Troca de casa (tanto na aquisição como no arrendamento)
  • Um problema de saúde que se agravar pode requerer um investimento elevado na recuperação;
  • A morte de um familiar;
  • Entre outras situações.

Além disso, tendo em conta o momento atual que vivemos, é preciso relembrar que ao construir o seu fundo de emergência deve ter em conta o valor da inflação (que o INE estima que o valor de outubro de 2022 seja de 10,2%). E o que é que isto implica na prática, que quando a inflação está a subir, deve reforçar o seu fundo de emergência. Afinal, se tiver em conta que em períodos em que a inflação sobe, o dinheiro do seu fundo está a desvalorizar, precisa de compensar esta desvalorização.

Isto porque as suas despesas essenciais aumentam de valor. Logo, o valor do seu fundo deve ser atualizado face a esta subida de preços. Caso contrário, o dinheiro que tem de parte pode não ser suficiente para cobrir certos imprevistos.

Leia ainda: Porque devo ter em conta a inflação no meu fundo de emergência?

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