Em situações de maior instabilidade, um fundo de emergência pode ser a boia de salvação para lidar com más decisões financeiras, perdas de rendimentos e até assegurar o pagamento de despesas imprevistas. Por isso, construir o seu fundo de emergência deve ser um objetivo prioritário, mesmo em situações de maior aperto financeiro.
Porém, se não tem uma margem financeira muito grande, é expectável que considere que construir o seu fundo de emergência é uma tarefa impossível. No entanto, saiba que existem várias formas de construir este tipo de poupança, que pode ser feita a longo prazo. Embora seja incontornável ter de fazer alguns sacrifícios, um fundo de emergência vai garantir-lhe uma maior estabilidade financeira e liberdade no futuro.
Dito isto, neste artigo, explicamos-lhe o que é esta poupança e reunimos algumas dicas para construir o seu fundo de emergência.
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O que é um fundo de emergência?
O seu nome já diz quase tudo. Porém, o conceito de fundo de emergência é mais abrangente do que uma poupança que serve para cobrir emergências e imprevistos. No entanto, esta é a sua base. Um fundo de emergência tem o objetivo de ajudá-lo a lidar com emergências e imprevistos, sem comprometer o seu orçamento familiar.
Quando se fala de imprevistos e emergências, estão englobadas despesas/encargos essenciais à sua vida, como despesas de saúde, o arranjo/compra de um bem essencial ao seu dia a dia, por exemplo um frigorifico, ou até a reparação de uma avaria no seu carro que o seu orçamento não consegue suportar. Contudo, o fundo de emergência tem outro objetivo ainda mais relevante. O de garantir a sua subsistência ou qualidade de vida perante uma situação inesperada de desemprego ou quebra de rendimentos.
Uma das principais dúvidas sobre esta poupança, é o seu valor. Na verdade, não existe um valor ideal que se adeque a todas as pessoas, pois depende dos encargos e da realidade de cada agregado familiar. Mas uma coisa é certa, quanto maior for o valor do seu fundo de emergência, mais estabilidade financeira terá ao longo da sua vida.
Contudo, é preciso traçar objetivos na hora de construir o seu fundo de emergência. E tendo isto em conta, é aconselhável que no mínimo, o seu fundo cubra entre 6 a 12 meses do valor total das suas despesas mensais essenciais.
No entanto, estamos a falar de valores mínimos. O ideal é que esta poupança permita-lhe ficar totalmente descansado numa situação de desemprego involuntário, uma vez que dependendo da sua profissão e idade, pode demorar mais de 12 meses até encontrar um novo emprego. Mas, por norma, ter um fundo que cubra 1 ano das suas despesas essenciais é um cenário bastante seguro.
Por fim, o último ponto a salientar, é que se tiver um fundo de emergência a sua necessidade de recorrer a cartões de crédito ou outro tipo de crédito pessoal diminui drasticamente. E este é um ponto muito importante. Caso consiga ser o seu próprio banco, evita o risco de agravar a sua situação financeira, de ficar numa situação de endividamento e nunca terá de pagar juros. Na hora de repor o dinheiro que utiliza do seu fundo, pode fazê-lo no número de prestações que entender sem qualquer tipo de penalização.
A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.


