O percurso académico chegou ao fim e chegou a hora de “ir à luta” pelo seu primeiro emprego? Para uma entrada no mercado de trabalho triunfante deve preparar-se, da melhor forma possível, para o abordar e conquistar. A batalha pode ser dura mas nada o impede de vencer.
Se o “saber não ocupa lugar”, como nos diz a sabedoria popular, a formação não tem de ficar por aqui e os seus planos podem, e devem, contemplar aperfeiçoamentos na sua área ou procurar novas matérias que completem, e acrescentem, o contributo que pretende dar à empresa, ou entidade, que o integrar na sua equipa.
Assim, este é o momento de definir estratégias, saber bem o que quer e o que não quer, assim como, de tomar consciência das inevitáveis mudanças e dos passos que vai ter de dar.
Este guia pretende, assim, apontar para os principais pontos que devem constar da sua ckeck list e que podem ajudar a ter sucesso nesta sua nova missão.
Apresente-se ao mercado de trabalho com um bom currículo
O currículo é um documento com a sua apresentação, acompanhada da descrição das suas competências e formação. O seu principal objetivo? Conseguir uma entrevista de emprego.
O tempo dispensado por um recrutador para análise de um currículo pode ser muito curto e, por isso, é fundamental captar a sua atenção nos primeiros segundos de leitura.
Logo, o currículo deve ser simples, claro, sóbrio, coerente, de fácil leitura e deve estar bem estruturado. O documento deve ter os seguintes campos: dados pessoais, formação académica, formação complementar, experiência profissional, competências linguísticas, competências informáticas e outras informações.
Na área dos dados pessoais, devem constar o nome, data de nascimento, morada, número de telemóvel, endereço de e-mail, LinkedIn, carta de condução. As opiniões dos especialistas dividem-se, mas, se desejar pode também colocar uma fotografia sua (esta deverá ser sóbria e profissional).
No espaço dedicado à formação académica, deve descrever, cronologicamente o seu percurso, da mais recente para a mais antiga. Assim, indique o curso e o estabelecimento de ensino e, caso tenha obtido uma boa média (igual ou superior a 14 valores), acrescente essa informação. Se for relevante para a função a que se está a candidatar, junte informação sobre a dissertação ou tese que tenha realizado e a classificação obtida.
Quanto à formação complementar e profissional, deve indicar quais são, em que estabelecimento de ensino decorreram e a sua duração.
Na experiência profissional indique, também por ordem cronológica, os estágios e os trabalhos realizados. Mais importante do que descrever exaustivamente todas as atividades, importa indicar, por exemplo, a diferença que fez, os resultados que alcançou, as melhorias que implementou. Pode ainda acrescentar trabalhos pontuais e esporádicos, como os trabalhos de verão ou em part-time.
Devem constar as línguas estrangeiras que domina, qual o nível de expressão oral, escrita e leitura em cada. Se fez formação específica em línguas deve indicar qual o estabelecimento de ensino e a duração do curso. Deve referir também estadias no estrageiro.
Em termos de tecnologia, dê conta dos seus conhecimentos sobre sistemas operativos ou programas específicos.
Para fechar este capítulo, saiba ainda que deve partilhar outras informações que possam ser relevantes para a função a que se candidata, por exemplo, atividades extracurriculares, Erasmus, ações de voluntariado, entre outras. Mas, não se limite a indicar as atividades. Descreva-as e acrescente os resultados obtidos e as melhorias implementadas.
Consulte os modelos do Europass Curriculum Vitae que o podem ajudar nesta tarefa.
Saber fazer um bom currículo pode ser meio caminho para conquistar a atenção do recrutador.

A informação que consta no artigo não é vinculativa e não invalida a leitura integral de documentos que suportem a matéria em causa.

